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Mansão de R$ 18 milhões de Renato Aragão é penhorada; veja famosos com dívidas de imóveis
Arthur Aguiar, Belo, Gracyanne, Lexa e outros artistas enfrentaram disputas judiciais por imóveis


A determinação da Justiça para penhorar a mansão de R$ 18 milhões de Renato Aragão trouxe novamente à tona os problemas judiciais envolvendo imóveis de alto padrão de artistas brasileiros. O humorista enfrenta uma cobrança de aproximadamente R$ 676 mil em dívidas de IPTU acumuladas entre 2021 e 2023.
Localizada no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, a propriedade foi alvo de uma decisão que prevê a penhora e a avaliação do imóvel. A medida, no entanto, não significa que a residência será imediatamente levada a leilão.
Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, a assessoria do artista afirmou que o caso está sendo acompanhado por advogados e que o débito será quitado.
O que acontece com a mansão de Renato Aragão?
Além da penhora, a decisão prevê que a esposa do humorista seja intimada. Renato Aragão também foi nomeado depositário do imóvel, o que significa que ficará responsável pela conservação da mansão até uma nova determinação judicial.
Depois de ser intimado, o artista terá 30 dias para apresentar embargos à execução, instrumento jurídico utilizado para contestar a cobrança.
A determinação, no entanto, não significa que a mansão já tenha sido colocada em leilão ou que tenha passado para outro proprietário. A penhora é uma medida destinada a garantir o pagamento da dívida durante o processo judicial.
Como começou a cobrança da dívida?
A disputa começou em dezembro de 2025, quando a Prefeitura do Rio de Janeiro ajuizou uma ação de execução fiscal contra Renato Aragão. Na ocasião, o município cobrava R$ 548.283,69 em débitos de IPTU referentes aos anos de 2021, 2022 e 2023.
Em 9 de janeiro, a juíza Kátia Cristina Nascentes Torres determinou que o humorista fosse citado para pagar o valor em até cinco dias. Uma carta foi expedida para o próprio endereço da mansão.
Meses depois, em 28 de abril, a Prefeitura voltou a se manifestar no processo e pediu que Renato fosse citado pessoalmente por um oficial de Justiça caso a tentativa de comunicação por carta não tivesse sucesso.
O município também solicitou autorização para realizar a citação por edital, caso o artista não fosse localizado, além do arresto da propriedade. Esse procedimento judicial permite resguardar bens para garantir o pagamento de uma dívida.
A mansão, que fica no Recreio dos Bandeirantes, chegou a ser anunciada para venda por R$ 18 milhões.
Arthur Aguiar enfrenta cobrança de R$ 166 mil por aluguel
Em setembro, o ator Arthur Aguiar, vencedor do Big Brother Brasil 22, tornou-se alvo de uma ação de despejo em São Paulo após uma empresa locadora cobrar mais de R$ 166 mil referentes ao aluguel e aos encargos de um apartamento em Pinheiros, na Zona Oeste da capital paulista.
O contrato foi firmado em maio de 2025, com previsão de término em novembro de 2027. O pacote mensal custava R$ 59.340 e incluía, além do aluguel, despesas como condomínio, IPTU, contas de consumo e serviços adicionais.
Segundo a locadora, os pagamentos deixaram de ser realizados em maio de 2026. A empresa acionou a Justiça para cobrar os valores atrasados e solicitar a desocupação do imóvel.
Em setembro, a Justiça concedeu uma liminar de despejo, estabelecendo prazo de 15 dias para a saída voluntária após a intimação, conforme as condições previstas na decisão.
Arthur contestou a cobrança. A defesa questionou os valores apresentados pela empresa e apontou problemas no apartamento, incluindo uma infestação de baratas e a suspensão de serviços previstos no contrato.
O ator também decidiu deixar o imóvel em outubro. A saída, entretanto, não encerra automaticamente a discussão judicial sobre os valores cobrados, que continuam sendo objeto de contestação.
Belo e Gracyanne Barbosa foram alvo de ordem de despejo
Em julho de 2022, Belo e Gracyanne Barbosa também enfrentaram uma disputa judicial envolvendo um imóvel alugado em São Paulo. Na ocasião, o então casal recebeu uma ordem de despejo em meio a uma cobrança que ultrapassava R$ 260 mil.
O valor reunia aluguéis, IPTU, contas de consumo, multa contratual e uma indenização por danos materiais. O proprietário também alegava que o imóvel havia sofrido danos.
A defesa dos artistas contestou a responsabilidade pela dívida. Em nota, a assessoria de Belo afirmou que o contrato de locação havia sido firmado pela Central de Shows e Eventos Ltda., empresa ligada ao antigo empresário do cantor.
Segundo a manifestação, as despesas deveriam ser atribuídas à empresa responsável pelo contrato, e não ao artista e à influenciadora.
O caso, portanto, envolvia não apenas a cobrança dos valores, mas também uma divergência sobre quem deveria responder pelas obrigações da locação.
Lexa e MC Guimê enfrentaram dívida milionária por mansão
A compra de uma mansão em Alphaville, na Grande São Paulo, levou MC Guimê e Lexa a uma disputa judicial que envolveu valores milionários.
O cantor adquiriu o imóvel em 2016, antes de se casar com Lexa. Segundo informações divulgadas sobre o processo, a antiga proprietária alegou que parcelas da compra não haviam sido quitadas. A dívida, somada a outros valores relacionados ao caso, chegou a quase R$ 3 milhões.
Entre os valores mencionados estavam R$ 777 mil referentes ao débito relacionado à aquisição do imóvel. A cobrança também envolveu honorários advocatícios e correções.
A situação atingiu Lexa por causa do regime de comunhão universal de bens adotado durante o casamento, celebrado em 2018. Em 2023, a Justiça reconheceu a responsabilidade da cantora pela dívida, decisão que ela contestou.
A artista afirmou publicamente que tentava negociar um acordo para resolver a pendência. Guimê também questionou os valores cobrados e declarou que pretendia continuar recorrendo das decisões judiciais.
O episódio ganhou repercussão por envolver uma propriedade de luxo e uma discussão sobre a responsabilidade de cada um pelas obrigações financeiras relacionadas à compra.
Luciana Gimenez enfrenta disputa por cobertura de luxo
A apresentadora Luciana Gimenez também passou a responder a uma ação judicial envolvendo o imóvel onde mora em São Paulo. Nesse caso, porém, a controvérsia não está relacionada à falta de pagamento do aluguel.
A disputa envolve a retomada de uma cobertura no Parque Cidade Jardim, onde a apresentadora vive desde 2020. Os proprietários afirmam que o contrato terminou em julho de 2026 e que não pretendiam renovar a locação.
O aluguel mensal havia sido reajustado para R$ 65 mil. Os donos recorreram à Justiça para pedir a devolução do imóvel e solicitaram uma liminar que determinasse a desocupação em 15 dias.
Luciana, por sua vez, sustenta que o último aditivo contratual deve ser interpretado como uma nova locação, e não apenas como uma prorrogação do acordo anterior.
Em 8 de setembro, a Justiça negou o pedido de desocupação liminar. Com isso, não foi determinada a saída imediata da apresentadora, e a disputa continuou em andamento.
A assessoria de Luciana também negou a existência de débitos relacionados à cobertura e afirmou que os compromissos financeiros foram cumpridos. A equipe informou ainda que a apresentadora já organizava a mudança para outro endereço.
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Penhora e despejo são a mesma coisa?
Embora apareçam em disputas envolvendo imóveis de alto padrão, penhora e despejo são medidas judiciais diferentes.
A penhora vincula um bem à garantia do pagamento de uma dívida. No caso de Renato Aragão, a medida está relacionada a uma execução fiscal por débitos de IPTU. A determinação não representa, por si só, a perda imediata da propriedade ou a realização automática de um leilão.
O despejo, por outro lado, é uma medida utilizada para obter a desocupação de um imóvel alugado e sua devolução ao proprietário. A ação pode ser motivada por falta de pagamento, término do contrato ou outras situações previstas na legislação.
Já as disputas relacionadas à compra de uma propriedade podem envolver parcelas em atraso, cobranças contratuais e discussões sobre a responsabilidade pelas dívidas.








