POLÊMICA
Ministro do STJ é acusado de assédio sexual a jovem de 18 anos
Magistrado é acusado de agarrar jovem de 18 anos, filha de amigos, durante banho de mar em Balneário Camboriú

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Aurélio Gastaldi Buzzi, está no centro de uma grave acusação de assédio sexual. O episódio teria ocorrido no dia 7 de janeiro de 2026, em Balneário Camboriú (SC), onde o magistrado possui residência. A vítima é uma jovem de 18 anos, filha de um casal de amigos de longa data do ministro, que passava as férias com a família na casa dele.
De acordo com a denúncia, o crime teria acontecido durante um banho de mar na Praia do Estaleiro. A jovem relatou que o ministro tentou agarrá-la e abraçá-la de forma inapropriada por três vezes dentro da água. Após o ocorrido, a vítima entrou em estado de choque e relatou o fato aos pais, que imediatamente deixaram o local e viajaram para São Paulo, onde registraram o boletim de ocorrência.
Trâmite Jurídico e Foro Privilegiado
Devido ao cargo ocupado por Buzzi, o caso segue ritos específicos de investigação:
- Supremo Tribunal Federal (STF): Como ministros do STJ possuem foro privilegiado, a denúncia foi encaminhada ao STF. Os pais da jovem estiveram com o juiz auxiliar do ministro Edson Fachin nesta terça-feira (3).
- Conselho Nacional de Justiça (CNJ): Paralelamente, uma representação foi protocolada no CNJ para apuração de infração disciplinar. O material está sob análise da Secretaria-Geral do órgão.
- Defesa: O advogado da família, Daniel Leon Bialski, reforçou a necessidade de preservar a vítima e aguarda "rigor nas apurações".
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Perfil do magistrado
Marco Buzzi completa 68 anos nesta quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026. Natural de Timbó (SC), ele ingressou no STJ em 2011 por indicação da então presidente Dilma Rousseff. O magistrado é conhecido por sua atuação em prol da conciliação no Judiciário e, recentemente, assumiu a presidência da Segunda Seção da Corte.
Até o momento, o gabinete do ministro não emitiu nota oficial sobre as acusações. O escândalo gerou forte repercussão interna no STJ, onde outros ministros têm cobrado celeridade e transparência nas investigações diante da gravidade dos relatos.
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