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Pix pode ser integrado ao sistema de pagamentos da Europa

Proposta ainda está em fase inicial de discussão

Agatha Victoria Reis
Por
Integração do Pix entre sistema europeu
Integração do Pix entre sistema europeu - Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O Banco Central (BC) negocia uma possível integração entre o Pix e o TIPS (Target Instant Payment Settlement), sistema de pagamentos espontâneos do Banco Central Europeu (BCE). A proposta ainda está em fase inicial de discussão, no entanto, já faz parte do cronograma de trabalho europeu que deve avaliar a conexão entre os sistemas.

De acordo com o documento do BCE, as análises sobre uma possível interligação entre os sistemas estão na etapa de pré-investigação. A fase, que envolve análises jurídicas, técnicas, de segurança e operacionais, está prevista para ser concluída até setembro.

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O BCE confirmou as negociações. Segundo a entidade, atualmente, existe uma investigação preliminar sobre uma possível investigação. Já o Banco Central do Brasil, não cedeu informações sobre as tratativas.

Como funcionaria a interligação entre Pix e TIPS?

Caso ocorra a integração, os brasileiros poderão utilizar suas contas bancárias para realizar pagamentos no comércio europeu. Essa operação poderá funcionar por meio de QR Code do Pix, permitindo que o cliente efetue o pagamento em uma maquininha na Europa.

Segundo Thiago Cavalcanti, presidente da Associação Nacional dos Auditores do Banco Central do Brasil (ANBCB), a taxa que deverá ser utilizada na conversão da moeda será um dos principais pontos a serem considerados para o funcionamento da interligação.

“O sistema vai fazer a conversão instantânea e fazer o pagamento. Provavelmente, você vai ter alguns custos envolvidos na transação, que têm que ficar explícitos”, explicou.

Pix para estrangeiros

Já nos casos de pessoas que estejam no Brasil e tenham contas em instituições financeiras estrangeiras, a integração também poderá facilitar as transações.

Neste modelo, o comércio brasileiro gera um QR Code do Pix, que pode ser lido pelo aplicativo da instituição estrangeira. Assim, o parceiro brasilieto realiza o Pix imediatamente para o estabelecimento, com o dinheiro sendo depositado em real.

Simultaneamente, a instituição estrangeira debita o valor da conta do consumidor na moeda de seu país, considerando a taxa de câmbio aplicada à operação. Logo após isso, o parceiro estrageiro envia os recursos para instituição brasileira por meios tradicionais.

Interligação pode ocorrer em 2028

De acordo com o cronograma, após a fase de pré-investigação, uma etapa de exploração pode ser realizada de outubro de 2026 a março de 2027.

Durante este período, as equipes deverão analisar a viabilidade e estabelecer os principais marcos do projeto.

Além disso, uma possível fase de implementação está prevista para ocorrer entre abril de 2027 e junho de 2028, vinculado à aprovação dos dois bancos centrais.

Diante disso, a interligação poderá alcançar a fase de operação técnica em novembro de 2027, enquanto a etapa operacional está prevista para junho de 2028.

As previsões podem sofrer alterações devido às análises, dos requisitos regulatórios, das definições sobre o desenho do projeto e da necessidade de coordenação com participantes do mercado.

Também foi anunciado que um comitê composto por chefes-adjuntos do Banco Central deverá viajar ao BCE em outubro. A iniciativa representa um avanço nas negociações, que poderá ser anunciado ainda em setembro, após o encerramento da fase inicial de pré-investigação.

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