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Príncipe trancado e ação da PM: entenda a confusão na Família Real

Herdeiros da Família Real do Brasil entraram em conflito neste mês de junho

Gustavo Nascimento
Por
Palácio do Grão-Pará, em Petrópolis, no Rio de Janeiro
Palácio do Grão-Pará, em Petrópolis, no Rio de Janeiro - Foto: Divulgação

Herdeiros da Família Real do Brasil se envolveram em uma confusão nos últimos dias. Isso porque o príncipe Dom Pedro Tiago de Orléans e Bragança acionou a Justiça após, segundo ele, ter sido retirado do Palácio do Grão-Pará, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio. A abertura do pedido judicial foi para que ele pudesse voltar a acessar o local.

A acusação do príncipe foi feita contra a Companhia Imobiliária de Petrópolis, que tem seu pai e dois tios como membros do quadro societário.

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Pedro Tiago é trineto da Princesa Isabel, tetraneto de Dom Pedro II e pentaneto de Dom Pedro I.

Entenda o que aconteceu

A confusão começou no dia 9 de junho, quando Dom Pedro Tiago, de 47 anos, saiu do imóvel para fazer exercícios e, ao retornar ao palácio, seguranças que alegavam estar a serviço da Companhia teriam o impedido de entrar no endereço. Diante disso, o príncipe teria conseguido contornar a construção e entrar, mas foi encurralado pelos seguranças, que chegaram a acionar a Polícia Militar.

Bombas de gás lacrimogêneo teriam sido ainda lançadas contra ele e marcas no chão são apontadas como prova dessa ocorrência.

Em nota, a PM afirmou que agentes do 26º BPM (Petrópolis) foram acionados para atender uma ocorrência de invasão de residência no endereço, afirmando que “o acusado resistiu à determinação da equipe de deixar o local” e que “foram utilizados instrumentos de menor potencial ofensivo para viabilizar a contenção do acusado”.

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No dia seguinte, acompanhado por seus advogados, o príncipe decidiu retornar ao imóvel, mas não conseguiu entrar pois as chaves haviam sido trocadas. Por conta disso, Fabrizio Bon Vechio e Francisco Rudnicki Martins de Barros, advogados que representam Dom Pedro Tiago, decidiram levar o caso à Justiça.

No dia 11 de junho, o juiz Adriano Loureiro Binato de Castro, da 2ª Vara Cível da Comarca de Petrópolis, concedeu liminar e determinou a expedição do mandado de reintegração de posse, determinando que a ré Companhia Imobiliária de Petrópolis desocupasse o palácio.

Após a liminar da Justiça, Dom Pedro Tiago retornou ao imóvel, mas deu falta de alguns pertences, que incluem roupas, tablet, bicicletas, um carro e um quadro.

Por trás da briga

Por trás da briga estaria a possível venda do Palácio do Grão-Pará, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1930. O imóvel, que está no nome da Companhia Imobiliária de Petrópolis, estaria avaliado na casa dos R$ 70 milhões.

“O príncipe Dom Pedro Tiago de Orleáns e Bragança é o legítimo ocupante desse palácio há décadas. De forma legal, jurídica, dentro do que o Estado Democrático de Direito prevê, vai lutar pelos seus direitos até o final, de modo a preservar o palácio na família e perpetuar essa memória”, destaca o advogado Fabrizio Bon Vechio.

De acordo com nota divulgada pela Casa Imperial do Brasil nesta quinta-feira, Pedro Tiago foi “privado do acesso aos seus pertences pessoais, documentos e instrumentos de trabalho” após ser removido do imóvel, onde alega morar desde que nasceu. Seus pais teriam se casado no próprio palácio, onde o príncipe também foi batizado.

“Carrego o legado histórico de uma família como um fardo pesado, tecido por batalhas e lutas através do tempo; uma história contada, às vezes certa, às vezes errada. Mas é na força que brota do coração que encontro o caminho para honrar o passado, ressignificar suas marcas e escrever, com verdade, os próximos capítulos”, afirma o príncipe.

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