BRASIL
Professor de Direito do MP é denunciado por crimes contra 10 mulheres
MP acusa advogado de estupro e cárcere privado após 12 anos de abusos

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) oficializou, nesta terça-feira, 24, a denúncia contra o advogado e professor de Direito Conrado Paulino da Rosa.
O documento aponta a suspeita de cometimento de 12 crimes contra 10 mulheres, em uma série de abusos que teriam ocorrido ao longo de mais de uma década, entre os anos de 2013 e 2025.
As investigações, conduzidas pela Polícia Civil (PCRS), duraram cerca de três meses e reuniram um robusto conjunto probatório, incluindo depoimentos de 18 vítimas e 16 testemunhas, além de exames periciais.
Entre os crimes atribuídos ao docente estão estupro, estupro de vulnerável, violência psicológica e cárcere privado. Cabe agora ao Poder Judiciário decidir se aceita a peça acusatória.
Histórico do caso e medidas cautelares
Conrado, que é autor de 18 obras jurídicas e já presidiu o IBDFAM-RS, chegou a ser preso temporariamente em setembro do ano passado em sua residência, em Porto Alegre. Em outubro, a Justiça revogou a prisão, substituindo-a por medidas cautelares rigorosas. Atualmente, o investigado:
- Utiliza tornozeleira eletrônica para monitoramento;
- Cumpre recolhimento domiciliar noturno;
- Está proibido de frequentar universidades, congressos e simpósios;
- Teve o passaporte retido e não pode deixar a comarca de Porto Alegre.
O impacto das acusações foi imediato em sua carreira acadêmica. O professor foi demitido da Fundação Escola Superior do Ministério Público (FMP), onde coordenava pós-graduações, e a OAB/RS instaurou um processo ético-disciplinar para apurar sua conduta profissional.
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O que diz a defesa
Em nota oficial, a advogada Fernanda Osorio, responsável pela defesa de Conrado Paulino da Rosa, manifestou preocupação com a divulgação da denúncia pelo MPRS, alegando que o caso tramita sob sigilo.
A defesa afirma ainda que não teve acesso ao conteúdo integral da peça acusatória e levantou questionamentos sobre a imparcialidade das investigações.
A defesa reitera a "absoluta certeza na inocência de Conrado" e afirma confiar na atuação imparcial do Poder Judiciário para o esclarecimento dos fatos e o cumprimento do devido processo legal.
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