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CRIME PASSIONAL

Secretário-adjunto é principal suspeito de matar Guarda Municipal

Uelton de Souza Almeida, que também é vereador licenciado, está foragido

Rodrigo Tardio
Por
Uelton, que é GCM de carreira e vereador licenciado, fugiu do local
Uelton, que é GCM de carreira e vereador licenciado, fugiu do local - Foto: Reprodução | Facebook

A Polícia Civil investiga o secretário-adjunto de Segurança de Arujá, Uelton de Souza Almeida, como o autor dos disparos que mataram o guarda-civil municipal (GCM) Nelson Caetano de Lima Neto.

O crime foi na noite desta quarta-feira, 25, véspera de Natal. Almeida, que é GCM de carreira e vereador licenciado, fugiu do local e era considerado foragido até o fechamento desta edição.

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De acordo com registros da Secretaria de Segurança Pública (SSP), a principal linha de investigação aponta para motivação passional. Almeida teria discutido com sua ex-companheira, que atualmente mantinha um relacionamento com a vítima. Nelson, que atuava na GCM de Mogi das Cruzes, teria presenciado a discussão, mas evitado o confronto direto antes de ser baleado.

Resposta institucional

Em nota oficial, a Prefeitura de Arujá informou o afastamento imediato de Almeida de suas funções administrativas e a suspensão de suas atividades como guarda municipal. A administração afirmou que colabora com as investigações e aguarda o pronunciamento do Judiciário.

Quanto ao cargo no Legislativo, a Câmara Municipal de Arujá deverá decidir o futuro do mandato do político, que estava licenciado para atuar na pasta de Segurança.

Até a tarde de ontem, a defesa do suspeito negociava uma apresentação espontânea à polícia, mas o paradeiro de Almeida seguia incerto.

Histórico de irregularidades

O nome de Uelton de Souza Almeida já figurava em investigações do Ministério Público de São Paulo (MPSP). Recentemente, ele confessou irregularidades cometidas entre 2021 e 2024, quando acumulou indevidamente o salário de GCM com o mandato de vereador.

Na ocasião, relatórios apontaram que Almeida recebia remuneração da guarda sem cumprir o expediente, participando de sessões na Câmara em horários sobrepostos.

Para evitar um processo por improbidade administrativa, ele firmou um acordo de não persecução cível, comprometendo-se a ressarcir R$ 5.826,70 aos cofres públicos entre danos e multas.

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Tags

arujá HOMICÍDIO investigações irregularidades administrativas Polícia Civil segurança pública

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