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Sexo sustenta um casamento? 35% dos brasileiros quase não praticam o ato

Mesmo considerado essencial, sexo é pouco frequente e gera insatisfação na vida íntima dos brasileiros

Iarla Queiroz

Por Iarla Queiroz

06/01/2026 - 17:18 h
Levantamento mostra a importância do sexo
Levantamento mostra a importância do sexo -

O sexo ainda ocupa um lugar central no imaginário dos relacionamentos, mas os números mostram que a prática nem sempre acompanha o discurso. Uma pesquisa da Gleeden, realizada em agosto de 2025 com mais de 1,2 milhão de pessoas, revela um retrato cheio de contrastes sobre a vida sexual dos brasileiros — entre desejo, frustração e abertura para mudanças.

Sexo é essencial, mas pouco praticado

De acordo com o levantamento, 72% dos brasileiros consideram o sexo fundamental para a saúde física e emocional. Ainda assim, a rotina sexual está longe de refletir essa importância: 64% afirmam ter relações menos de duas vezes por semana, enquanto apenas 14% mantêm uma frequência entre cinco e dez vezes no mesmo período.

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O dado ajuda a explicar outro número expressivo: 35% dos entrevistados praticamente não praticam sexo, evidenciando um descompasso entre expectativa e realidade dentro dos relacionamentos.

Insatisfação cresce dentro da intimidade

A baixa frequência impacta diretamente na percepção de satisfação. Apenas 24% dizem estar plenamente satisfeitoscom a vida sexual. Já 39% se consideram “mais ou menos” satisfeitos, enquanto 36% afirmam estar insatisfeitos.

Para a terapeuta sexual do Gleeden no Brasil, Thais Plaza, esse cenário reflete desafios comuns da vida adulta. “Muitas pessoas reconhecem o papel do sexo no bem-estar, mas não conseguem transformar isso em prática. Rotina intensa, estresse e dificuldades de comunicação afetam diretamente a frequência e a satisfação”, explica.

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Falar sobre sexo ainda é tabu

A comunicação segue como um dos principais entraves da vida íntima. Segundo a pesquisa, 47% dizem manter um diálogo aberto com o parceiro sobre desejos e limites, mas 35% ainda estão aprendendo a falar sobre o tema. Outros 18% admitem não se sentir à vontade para conversar sobre sexo.

A dificuldade de diálogo, segundo especialistas, contribui para frustrações silenciosas e expectativas não alinhadas dentro do relacionamento.

Prazer do outro vem antes do próprio

Quando questionados sobre o que define uma vida sexual satisfatória, a maioria dos brasileiros aponta mais para o parceiro do que para si. 47% afirmam que o principal é satisfazer o outro, enquanto apenas 21% destacam chegar ao orgasmo como prioridade pessoal.

Fatores como frequência (15%), ter mais de um parceiro (15%) e fetiches (3%) aparecem com menos relevância. “Existe uma construção cultural forte de colocar o prazer do outro em primeiro lugar. O desafio é equilibrar esse cuidado com o autoconhecimento e o próprio desejo”, analisa Thais Plaza.

Abertura para novas experiências cresce

Apesar da baixa frequência e das dificuldades de comunicação, o estudo aponta um movimento de mudança. 72% dos entrevistados se dizem dispostos a experimentar novas práticas, desde que haja consentimento, e 44% demonstram entusiasmo em explorar fantasias e cenários diferentes.

Esse comportamento indica uma sexualidade menos conservadora e mais aberta ao diálogo, mesmo dentro de relações estáveis.

Relações não monogâmicas entram no debate

A pesquisa também revela transformações na forma como os brasileiros encaram os relacionamentos. 29% afirmam ter descoberto novas práticas em dinâmicas não monogâmicas, enquanto 57% ainda estão em fase de aprendizado.

Sobre envolvimento emocional, os dados mostram um cenário dividido: 35% têm receio, mas estão abertos a sentir algo por outras pessoas, 31% não veem problema, e 15% preferem evitar qualquer vínculo fora da relação principal.

Para Thais Plaza, os números revelam um momento de transição. “O brasileiro está redescobrindo sua sexualidade. Apesar das dificuldades, há uma abertura real para rever modelos, buscar mais autenticidade e transformar a forma como lidamos com prazer e intimidade”, conclui.

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