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Starlink, de Elon Musk, libera internet de graça para brasileiros
Recursos disponíveis englobam o uso do WhatsApp e aplicativos de localização


O Vivo Satélite, serviço que conecta smartphones diretamente à rede de satélites da Starlink, empresa de Elon Musk, foi lançado em locais sem cobertura convencional de telefonia móvel. A novidade permite que clientes elegíveis utilizem recursos de comunicação em áreas rurais, rodovias e regiões afastadas dos centros urbanos.
O serviço é oferecido sem custo adicional por 12 meses para pessoa física e três meses para clientes empresariais. A conexão funciona como complemento à rede tradicional de telefonia, não exige a instalação de antenas ou equipamentos adicionais, e não consome a franquia mensal de dados do plano.
Entre os recursos disponíveis estão o envio de mensagens de texto e áudio, como o WhatsApp, o compartilhamento de localização, acesso a aplicativos de mapas, além do acesso ao canal de atendimento da Vivo.
Já os serviços que demandam maior capacidade de gasto de dados, como videochamadas e navegação livre em sites, não estão completados nas limitações atuais da tecnologia.
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Quem pode usar a internet via satélite da Starlink?
O serviço é destinado a clientes da operadora com planos elegíveis e aparelhos compatíveis. A gratuidade é válida durante o período promocional, conforme as condições de cada modalidade de contratação.
Confira as principais exigências:
- Ter um smartphone compatível com redes 4G (LTE) ou superiores;
- Utilizar um chip físico compatível ou um eSIM;
- Manter o roaming de dados ativado nas configurações do aparelho;
- Estar em uma área com visão desobstruída do céu;
- Manter o sistema operacional atualizado.
Starlink pode se tornar uma operadora de telefonia?
A parceria com a Vivo faz parte de uma estratégia da SpaceX, empresa responsável pela Starlink, para ampliar sua atuação no mercado de telefonia móvel.
Nos Estados Unidos, a companhia desenvolve a Starlink Mobile, iniciativa que busca combinar conexões via satélite com frequências utilizadas pelas redes móveis terrestres. O objetivo é ampliar a cobertura em regiões remotas e complementar o sinal das operadoras em diferentes localidades.
A expansão da empresa aumenta a concorrência com as operadoras tradicionais, que dependem de infraestrutura terrestre para fornecer cobertura móvel. A entrada direta de empresas de satélites nesse mercado, porém, depende de fatores técnicos, regulatórios e comerciais em cada país.
No Brasil, a parceria com a Vivo representa uma aplicação dessa tecnologia por meio de uma operadora já estabelecida. Neste primeiro momento, a proposta é complementar a cobertura existente, sobretudo em locais onde o sinal convencional não chega.


