CARNAVAL DE SALVADOR
Carnaval é aberto com rainha, rei e princesas celebrando o samba
Prefeito Bruno Reis e governador Jerônimo Rodrigues dão início à festa no Circuito Osmar, no Campo Grande

O Carnaval de Salvador 2026 foi oficialmente aberto, na noite desta quinta-feira, 12, pelo prefeito Bruno Reis e pelo governador Jerônimo Rodrigues, no Campo Grande, no Circuito Osmar, dando início à maior festa popular do planeta. Em entrevista exclusiva ao Portal A TARDE, a realeza da folia - a rainha Maria Eduarda Nunes, o Rei Momo Neto Rodrigues e as princesas Maria Lúcia Longuinho e Maviniê Hebe Nunes - falou sobre a relação com o samba, ritmo homenageado neste ano na festa de Momo.
Para Maria Eduarda, de 21 anos, o samba é como uma válvula de escape. "Acredito que o baiano procura muito o samba como uma rota de fuga, para fugir da rotina da semana, procura aquele descanso no final de semana, junta com um amigo, junta com a família, coloca um samba, uma cervejinha. E isso a gente usa o samba também, que é muito forte em Salvador, não é só axé, não é só o pagode, o samba também é muito forte aqui na Bahia, a gente tem escolas de samba também. Às vezes, a gente acha que o samba é só em outros estados, mas não, gente. A Bahia tem muito samba para ser explorado", explicou ela.
Durante a entrevista, a rainha falou também sobre sua trajetória até a conquita da coroa e ressaltou a importância da persistência e da entrega. “Foi uma trajetória longa. Eu vi a realeza do ano passado e isso surgiu uma faísca no meu peito. Eu falei, vou tentar no próximo ano. Hoje, eu estava até comentando com as meninas que na seleção eu fui muito mal votada, mas, ainda assim, na final, eu saí como a rainha do Carnaval. E é sobre isso, é sobre não desistir, deem tudo o que vocês têm, deem tudo de si, porque na final eu dei tudo o que eu tinha e estou aqui hoje como a rainha do carnaval de Salvador, que é o maior carnaval do planeta”, afirmou.
O Rei Momo Neto Rodrigues destacou o papel central do samba na cultura baiana e brasileira. "Todo baiano tem o samba no pé. Hoje, com certeza, [o samba] faz parte de toda a cultura baiana e brasileira. Quem não gosta de samba, bom sujeito não é. Carnaval de Salvador é um mix, gente tem o forró, o axé e o samba, hoje prevalece como título principal", declarou ele.
As princesas também destacaram a importância do samba e do gingado natural do baiano. Maviniê Hebe Nunes, 2ª princesa, brincou: “Eu não vou dizer que eu tenho o samba no pé, mas, como uma boa baiana, a gente tem o gingado, tem o molho e tem o dendê. Então, querendo ou não, a gente entrega tudo”.
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Já Maria Lúcia Longuinho, 1ª princesa, lembrou a trajetória histórica do samba e das mulheres negras que o consolidaram. “Eu sou da capoeira. Então, eu tenho o samba desde novinha presente na minha vida. O samba foi discriminado durante muitos anos, mal visto, visto como marginalização. E com o passar do tempo, o samba ganhou espaço, foi entrando nas rádios, foi ganhando espaço, ganhando nome, graças a mulheres negras que fizeram isso acontecer, como o Tia Ciata. E eu sou muito feliz, muito orgulhosa de estar participando desse carnaval como princesa, justamente no ano que celebra os 110 anos de samba”, celebrou a princesa.
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