ANÁLISE
Palhaços do Rio Vermelho: secretário fala sobre possibilidade de mudar circuito
Bruno Monteiro destaca identidade e segurança no bairro após o aumento de público

Por Isabela Cardoso e Franciely Gomes
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O secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, comentou sobre o fortalecimento das festas de rua no estado, durante o anúncio da programação carnavalesca no Pelourinho, nesta quarta-feira, 4.
Para o gestor, o fenômeno pós-pandemia trouxe um público crescente para circuitos de bairro, como o dos Palhaços do Rio Vermelho, exigindo um olhar estratégico sobre a preservação da identidade cultural.
Questionado pelo Portal A TARDE sobre a lotação de público e a possibilidade do evento mudar de local ou ganhar uma nova data para acomodar melhor os foliões, Monteiro ressaltou que o sucesso de eventos no Santo Antônio Além do Carmo e no Rio Vermelho está ligado ao pertencimento geográfico.
"O que nós temos percebido nos últimos anos, especialmente no pós-pandemia, é um crescimento gradual do público nos festejos da Bahia. Antigamente, há alguns anos atrás, nós vimos isso no Carnaval. Depois, Iemanjá passou por esse processo, a Lavagem do Bomfim, a festa de Santa Bárbara, as lavagens como um todo. E os palhaços do Rio Vermelho também estão vivendo isso, como pré-carnaval do Santo Antônio Além do Carmo, como o Banho de Mar à Fantasia", observou.
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A preocupação da pasta é que o aumento do público não descaracterize os rituais tradicionais. Segundo Monteiro, o Estado trabalha para garantir suporte operacional, como segurança e mobilidade, sem interferir na liberdade criativa e na espontaneidade dos blocos.

"O que nós precisamos enquanto poder público é pensar em formas de acolher sem descaracterizar esses festejos. Os palhaços são do Rio Vermelho, eles não são de outro lugar, são do Rio Vermelho. Então, eles têm uma identidade na cena, eles estão nesse local", disse... Nós temos que pensar em alternativas para acolher esse tanto de população, sem descaracterizar a festa e fazer com que elas sigam conectadas com o povo de forma livre e democrática", concluiu.
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