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Estúdio formado por mulheres negras cria projeto para doc de Preta Gil
Baiana leva o Nordeste ao streaming


O mercado audiovisual tem enxergado cada vez mais o design não apenas como um enfeite estético, mas como uma engrenagem fundamental para contar histórias. É com essa visão estratégica que a designer e diretora criativa baiana Maribê assina a identidade visual de "Preta - Eu Não Ando Só", documentário focado na trajetória de Preta Gil, recém-lançado no Globoplay.
Soteropolitana e dona de um olhar autoral aguçado, a artista utilizou o design gráfico para traduzir a força, a resistência e o afeto que marcam a vida da homenageada. O trabalho foi desenvolvido em sintonia com a produtora Cajamanga e a equipe da Globo, buscando a melhor forma de envelopar uma narrativa densa e emocionante.
A estética de quem faz barulho
Para construir a identidade do projeto, Maribê adotou uma linha visual que espelha a personalidade marcante da cantora. O projeto apostou em uma paleta de cores extremamente vibrantes, aliada a fontes grandes e um grid que prioriza a ocupação dos espaços.
Segundo a diretora criativa, todo o processo foi guiado por uma pergunta central sobre a aprovação da própria protagonista. A resposta visual foi direta e ousada, refletindo a postura de uma mulher que sempre impôs sua presença e fez barulho por onde passou, sem pedir licença para ser quem é.
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Descentralização e protagonismo negro
A liderança de Maribê no projeto do Globoplay é mais um passo importante na quebra da hegemonia do eixo Sul-Sudeste no mercado criativo nacional. A baiana já acumula um portfólio robusto com marcas globais e prêmios de peso, incluindo dois troféus de Bronze no Latin American Design Awards de 2024, além de figurar na Bienal Brasileira de Design.
Todo esse talento e compromisso com a diversidade ganham forma no Studio Lombra. Comandado por Maribê, o estúdio de design soteropolitano é formado exclusivamente por mulheres negras. A agência opera exatamente nesse cruzamento entre arte, estética e impacto social, garantindo que as narrativas contemporâneas sejam construídas sob perspectivas múltiplas e fora dos padrões tradicionais.


