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Filme de sucesso da Netflix superou 62 milhões de views em três dias
Longa se tornou um dos grandes fenômenos da plataforma e também conquistou a crítica especializada


Em meio à rotina da semana, encontrar um filme capaz de prender a atenção do início ao fim pode ser uma boa maneira de fugir do tédio.
Para quem procura uma produção envolvente, com drama, terror e uma história conhecida sob uma nova perspectiva, a Netflix tem uma opção que rapidamente se transformou em fenômeno: Frankenstein, de Guillermo del Toro.
Lançado em 2025, o longa somou 62,9 milhões de visualizações em apenas 10 dias e também vem chamando atenção pela recepção positiva da crítica.
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O desempenho colocou a produção entre os grandes sucessos da plataforma. Além de ter sido o filme mais assistido da Netflix por duas semanas consecutivas, o longa alcançou 86% de aprovação no Rotten Tomatoes, combinação de números de audiência e avaliação crítica que poucos filmes disponíveis no serviço conseguem atingir.
Um fenômeno que conquistou o público
A duração de 150 minutos não impediu que o público se entregasse à nova versão do clássico de Mary Shelley. O longa encontrou força tanto na história quanto em seus aspectos visuais e nas interpretações do elenco.
Entre os elementos que ajudam a explicar a repercussão está a presença de Oscar Isaac como Victor Frankenstein e a escolha de Jacob Elordi para interpretar a criatura. A atuação de Elordi é um dos pontos destacados na recepção da obra, especialmente pela maneira como o personagem é apresentado para além da imagem tradicional do monstro.
A criatura ganha uma dimensão mais humana, marcada pelo sofrimento, pela rejeição e pela busca por pertencimento. Com isso, a produção se distancia de uma simples história sobre um cientista que cria um monstro e passa a explorar também os conflitos emocionais entre criador e criatura.
Uma história de terror que vai além do medo
Na trama, Victor Frankenstein é um cientista brilhante e egocêntrico que decide desafiar os limites da natureza. Em seus experimentos, ele consegue criar uma criatura viva, mas aquilo que deveria representar sua maior conquista científica acaba desencadeando uma tragédia.
Depois de ser rejeitada pelo próprio criador, a criatura passa a buscar vingança, colocando Victor diante das consequências de suas próprias escolhas. A relação entre os dois se transforma no centro do conflito e conduz a narrativa por temas como criação, abandono, sofrimento e responsabilidade.
Embora tenha suas raízes no terror, a produção também transita pela fantasia, pela ficção científica e pelo drama. A abordagem de Guillermo del Toro acrescenta ainda uma atmosfera de romantismo gótico à história de Mary Shelley.
Guillermo del Toro levou 25 anos para realizar o projeto
A chegada do filme à Netflix representa também a concretização de um projeto que Guillermo del Toro levou 25 anos para realizar. Segundo o diretor, a adaptação encontrou dificuldades para ser aprovada por outros estúdios, especialmente por envolver um orçamento que ultrapassaria os US$ 100 milhões.
A Netflix decidiu apostar na visão do diretor, oferecendo os recursos necessários para que ele pudesse transformar sua interpretação do clássico em um grande espetáculo cinematográfico.
O resultado mantém características que costumam marcar a filmografia de del Toro. Os cenários são grandiosos, decadentes e carregados de sombras e contrastes, criando uma estética que remete ao universo de A Colina Escarlate.
A criatura ganha uma nova dimensão
Um dos principais diferenciais da produção está na forma como a criatura é construída. Em vez de apresentar apenas uma figura assustadora, del Toro transforma o personagem em alguém marcado pela dor e pela rejeição.
A interpretação de Jacob Elordi contribui para essa leitura ao apresentar a criatura de maneira contida e vulnerável. Seus gestos e expressões ajudam a construir um personagem que sofre justamente por não ser aceito pelo mundo ao seu redor.
Essa escolha também reforça uma das principais ideias do filme: o monstro não é necessariamente definido por sua aparência, mas pelas consequências de ser tratado como algo que não merece amor ou compreensão.
O clássico ganha uma leitura mais pessoal
A história também é atravessada pelo simbolismo religioso e pela ideia de um homem tentando ocupar o lugar de Deus. A criação de uma vida por meio de um experimento científico transforma Victor em uma espécie de criador, mas também estabelece uma relação de poder que acaba se voltando contra ele.
O conflito entre pai e filho aparece em diferentes camadas da narrativa, primeiro na relação de Victor com seu próprio pai e, posteriormente, na ligação entre o cientista e a criatura que criou.
Dessa forma, o longa transforma a conhecida história de Frankenstein em uma reflexão sobre criação, abandono, amor, raiva e as consequências de tentar controlar aquilo que foi colocado no mundo.
Uma produção que divide gêneros
Embora Guillermo del Toro e integrantes do elenco tenham defendido em entrevistas que a produção não deveria ser classificada simplesmente como um filme de terror, a atmosfera do gênero permanece presente.
A obra combina elementos de terror, fantasia, ficção científica e drama, mas mantém a essência sombria da história de Mary Shelley. O resultado é uma produção marcada pelo romantismo gótico e por uma abordagem mais melancólica do que assustadora.
Essa mistura ajuda a explicar por que o filme conseguiu alcançar públicos diferentes e, ao mesmo tempo, chamar a atenção da crítica.
Vale a pena?
Sim. Para quem gosta de drama, suspense e terror, o filme é uma opção especialmente interessante por combinar uma história clássica com uma abordagem visual grandiosa e uma leitura mais emocional da relação entre criador e criatura.
O sucesso de audiência, com 62,9 milhões de visualizações em apenas 10 dias, mostra que a produção rapidamente encontrou seu público na Netflix. Já a aprovação de 86% no Rotten Tomatoes reforça que o longa também conseguiu conquistar parte significativa da crítica.


