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Filme de suspense criminal da Netflix é ideal para segunda (07/09)
Longa de máfia com Robert De Niro em papel duplo combina crime e rivalidade em trama intensa


O feriado desta segunda-feira, 7, chega como uma oportunidade para escapar da correria e aproveitar o tempo livre diante da televisão assistindo um bom filme na Netflix.
Para quem procura uma produção criminal com máfia, suspense e uma disputa marcada por traições, The Alto Knights: Máfia e Poder pode ser uma escolha para preencher a folga com uma trama ambientada no submundo de Nova Iorque.
Lançado em 2025, o filme é protagonizado por Robert De Niro em um desafiador papel duplo e se apresenta como uma opção para os fãs do gênero.
A produção acompanha dois dos nomes mais conhecidos da máfia ítalo-americana do século XX, Frank Costello e Vito Genovese, interpretados pelo mesmo ator. Antigos amigos que cresceram juntos, os dois acabam separados pela ambição, pela desconfiança e por visões diferentes sobre como conduzir seus negócios criminosos.
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Uma amizade transformada em rivalidade
A história parte da relação entre Costello e Genovese, que construíram suas trajetórias no crime lado a lado antes de se tornarem concorrentes pelo controle do submundo nova-iorquino.
Costello é apresentado como um mafioso mais diplomático, com trânsito na política e interessado em manter uma vida menos marcada pela violência. Genovese segue por um caminho oposto, assumindo uma postura mais agressiva e desconfiada.
A diferença entre os dois se torna cada vez mais evidente conforme a narrativa avança. Traições, ressentimentos e disputas pelo poder transformam uma amizade antiga em um conflito que ameaça alterar para sempre o equilíbrio da máfia.
Robert De Niro interpreta os dois protagonistas
Um dos principais atrativos de The Alto Knights: Máfia e Poder está na decisão de colocar Robert De Niro para interpretar os dois personagens centrais.
A escolha permite acompanhar personalidades bastante diferentes. Como Frank Costello, o ator aposta em uma figura mais contida, diplomática e aparentemente tranquila. Já Vito Genovese é construído como um homem impulsivo, agressivo e sempre disposto a acertar contas.
O papel duplo também estabelece uma relação curiosa com a própria trajetória de De Niro no cinema de máfia. O ator se tornou uma das figuras mais associadas ao gênero, tendo interpretado personagens marcantes em produções como Os Intocáveis, Os Bons Companheiros e Cassino.
Uma história cercada por nomes conhecidos
A produção reúne uma equipe familiar para quem acompanha o cinema de gângsteres. Barry Levinson assume a direção, enquanto Nicholas Pileggi assina o roteiro.
Os dois também possuem ligações anteriores com histórias de crime. Levinson já havia trabalhado com a figura de Costello em Bugsy, de 1991, enquanto Pileggi foi responsável pelos livros que deram origem a Os Bons Companheiros e Cassino, ambos adaptados por Martin Scorsese.
A nova produção, portanto, revisita um território conhecido por seus realizadores e por De Niro, apostando justamente na força dessa tradição cinematográfica.
O crime contado como uma história real
Para quem gosta de produções inspiradas em acontecimentos reais, o filme adota uma abordagem próxima ao true crime ao apresentar diferentes momentos da rivalidade entre Costello e Genovese.
A narrativa utiliza flashbacks e recursos visuais para contextualizar os acontecimentos, incluindo fotografias em preto e branco relacionadas aos crimes da máfia. Em alguns momentos, De Niro olha diretamente para a câmera e assume uma posição semelhante à de um narrador que conduz o público pelos acontecimentos.
A história se torna, assim, uma reconstrução da disputa que colocou os dois mafiosos em lados opostos e acabou expondo publicamente parte da organização das famílias criminosas dos Estados Unidos.
Uma Nova Iorque dos anos 1950
Outro destaque está na recriação do período retratado. A Nova Iorque dos anos 1950 ganha atenção por meio dos figurinos, cenários, caracterização e trilha sonora, criando uma ambientação que busca transportar o público para o universo da máfia daquela época.
A estética também estabelece uma conexão direta com os clássicos do gênero, embora o filme não procure reproduzir exatamente a grandiosidade das grandes sagas mafiosas de Hollywood.
Ao invés disso, a produção acompanha o desgaste provocado por décadas de disputas, violência e busca por poder. A relação entre os personagens ganha espaço enquanto a história observa o lado mais cotidiano de uma vida construída em torno do crime.
Uma abordagem que foge da ação constante
Apesar de partir de uma rivalidade entre dois mafiosos, The Alto Knights: Máfia e Poder não transforma todos os momentos em grandes sequências de ação. A narração e os flashbacks assumem papel importante, enquanto o roteiro concentra parte da atenção nas relações e nas escolhas dos protagonistas.
Essa característica pode surpreender quem espera um filme criminal mais acelerado. O ritmo é mais contemplativo e a produção demonstra maior interesse em observar seus personagens do que em criar uma sucessão de confrontos.
O longa também dá espaço para Bobbie, esposa de Costello, interpretada por Debra Messing, acrescentando uma dimensão familiar à trajetória do mafioso.
Vale a pena?
Sim, especialmente para quem gosta de filmes de máfia, histórias criminais e tramas inspiradas em personagens reais. Mesmo sem alcançar a grandiosidade de alguns clássicos do gênero, The Alto Knights: Máfia e Poder oferece uma história centrada em uma amizade que se transforma em uma perigosa disputa pelo poder.
A presença de Robert De Niro em dois papéis é um dos grandes motivos para conferir a produção, enquanto a ambientação da Nova Iorque dos anos 1950 ajuda a criar o clima necessário para acompanhar a trajetória dos mafiosos.
Para aproveitar o feriado desta segunda-feira, o filme pode ser uma alternativa para quem quer uma produção criminal capaz de preencher algumas horas de descanso com uma história de rivalidade, poder e crime, especialmente para os fãs de filmes de máfia que não se importam com uma narrativa mais cadenciada.


