SE LIGA NA DICA!
Minissérie esquecida na Netflix com 5 episódios para quinta (29/10)
Produção de mistério é uma opção para quem busca suspense sem uma maratona interminável


Mesmo com a rotina corrida durante a semana, ainda dá para encontrar algumas horas para mergulhar em uma boa história de suspense.
Para quem gosta de investigações criminais, segredos e revelações inesperadas, a Netflix guarda uma minissérie que pode ter passado despercebida desde sua estreia, mas merece entrar no radar nesta quinta-feira, 29.
Lançada em abril de 2025, O Domo de Vidro é uma produção sueca que combina mistério policial e drama psicológico em uma trama marcada por traumas, desaparecimentos e segredos de uma pequena comunidade.
Leia Também:
Com seis episódios de aproximadamente 45 minutos, a série é uma alternativa para quem procura uma história envolvente sem precisar acompanhar várias temporadas.
Criada por Camilla Läckberg, conhecida por suas narrativas de suspense criminal, a produção aposta em uma investigação que vai muito além de descobrir o responsável por um crime. Aos poucos, o passado da protagonista se transforma em uma peça fundamental para entender o que está acontecendo.
Um desaparecimento que traz de volta um trauma
A trama acompanha Lejla Ness (Léonie Vincent), uma criminologista que construiu carreira nos Estados Unidos após sobreviver a um sequestro durante a infância. Quando tinha apenas 10 anos, ela foi mantida em cativeiro dentro de uma estrutura de vidro subterrânea, experiência que deixou marcas profundas.
Anos depois, já adulta e reconhecida profissionalmente, Lejla retorna à pequena cidade sueca onde cresceu para o funeral de sua mãe de criação. O reencontro com o passado, no entanto, ganha contornos ainda mais perturbadores quando ela visita Louise, uma antiga amiga.
Lejla encontra a mulher morta na banheira, em uma cena que sugere suicídio. Para completar o mistério, Alicia, a filha de Louise, desapareceu sem deixar rastros.
O caso se torna especialmente angustiante porque a menina tem aproximadamente a mesma idade que Lejla tinha quando foi sequestrada. Ao perceber semelhanças entre os acontecimentos, a criminologista passa a investigar o desaparecimento e a questionar se existe alguma ligação entre os dois episódios.
Segredos de uma cidade pequena
Além da investigação, a minissérie constrói uma atmosfera de desconfiança em torno dos moradores da comunidade. A sensação de que todos escondem alguma coisa ajuda a alimentar a tensão, enquanto Lejla tenta compreender o que realmente aconteceu.
A narrativa também incorpora conflitos sociais. A expansão de uma mina na região provoca reações entre os habitantes e coloca em evidência questões ambientais, racismo e xenofobia.
Said, marido de Louise e diretor da mina, enfrenta a hostilidade de parte da população por sua origem árabe. Em determinado momento, um dos personagens afirma: “Ele tem que voltar para o país de Maomé”.
Esse contexto amplia o alcance da história e mostra como interesses econômicos, preconceitos e ressentimentos podem atravessar as relações de uma comunidade.
Suspense psicológico e uma protagonista marcada pelo passado
Um dos pontos fortes da produção está na construção de Lejla. Interpretada por Léonie Vincent, a personagem foge do perfil tradicional de protagonista policial: é uma mulher inteligente e competente, mas também desconfiada, amargurada e profundamente afetada pelo trauma.
A investigação, portanto, não funciona apenas como uma busca por respostas sobre Alicia. Cada pista também obriga Lejla a revisitar lembranças dolorosas e a lidar com feridas que nunca foram completamente superadas.
A atuação de Seraphine Krystek, que interpreta a protagonista na infância, também merece destaque. Os momentos dedicados ao passado ajudam a compreender a dimensão do sofrimento da personagem sem depender de recursos excessivamente explícitos.
Na direção, Henrik Björn e Lisa Farzaneh investem em uma atmosfera fria e inquietante, aproveitando o isolamento da paisagem sueca para reforçar o desconforto.
Quantos episódios tem e onde assistir?
Para quem procura uma produção curta para encaixar na rotina, O Domo de Vidro conta com seis episódios, com duração aproximada de 45 minutos cada.
A minissérie tem cerca de quatro horas e meia de duração no total, considerando os tempos aproximados dos capítulos, o que permite organizar uma maratona em poucos dias. A produção está disponível na Netflix.
Vale a pena?
Sim, especialmente para quem gosta de tramas complexas e com muito suspense. Em vez de apostar apenas em perseguições e reviravoltas constantes, O Domo de Vidro desenvolve seus mistérios gradualmente, explorando a psicologia dos personagens e as tensões escondidas por trás da aparente tranquilidade de uma cidade pequena.
A história também pode agradar a quem procura suspenses policiais com uma abordagem mais emocional, em que o passado dos personagens tem papel decisivo na investigação.
Embora algumas escolhas do desfecho possam dividir opiniões, a construção da narrativa, a atmosfera e as atuações fazem da produção uma opção interessante para quem deseja descobrir uma história de mistério fora das fórmulas mais convencionais.


