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POSICIONAMENTO POLÍTICO

Wagner Moura enfrenta Bolsonaro e direita reage: "Mamateiro"

Baiano recebeu ligação de Lula

Bianca Carneiro e Edvaldo Sales
Por Bianca Carneiro e Edvaldo Sales
| Atualizada em
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Vitória brasileira no Globo de Ouro termina em crítica dura a Bolsonaro -

A vitória de Wagner Moura no Globo de Ouro como Melhor Ator em Filme de Drama rendeu ao ator baiano um reconhecimento histórico e um telefonema do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A cerimônia ocorreu na noite de domingo, 11, em Los Angeles, e premiou o brasileiro pelo papel principal em O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho. A produção também levou o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro.

Durante a ligação, Lula parabenizou o ator pela conquista e afirmou que Wagner Moura é um “orgulho” para o Brasil. Em resposta, o artista elogiou o incentivo do presidente ao cinema e à cultura brasileira.

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“Eu me lembro que você fazia umas sessões de cinema, mostrando que gosta de cultura, presidente. Isso é uma diferença muito grande para qualquer país que quer se desenvolver”, afirmou o ator.

Diante do elogio, o presidente destacou a importância de criar estruturas para garantir a continuidade das ações culturais no país. Lula defendeu a criação de núcleos de cultura em cada município brasileiro, além de instrumentos de fiscalização para acompanhar a execução dos recursos destinados ao setor.

“A gente vai conseguir colocar a cultura como uma coisa perene neste país. Ela ensina as pessoas, torna as pessoas mais cultas, mais politizadas e gera milhões de empregos”, disse Lula.

“Você não sabe a alegria que é falar com você e ouvir falar assim de cultura. É lindo, emociona e faz a gente ter certeza de que a gente está indo para o lugar certo, para o caminho certo”, finalizou o ator.

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Discurso político após a premiação

Após vencer o Globo de Ouro, Wagner Moura também se posicionou politicamente ao comentar o contexto histórico abordado em O Agente Secreto. Durante entrevistas, o ator defendeu a continuidade de produções que abordem a ditadura militar no Brasil e fez críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Eu acho que temos que continuar fazendo filmes sobre a ditadura. A ditadura ainda é uma cicatriz aberta na vida brasileira. Aconteceu há 50 anos apenas. De 2018 a 2022, tivemos um presidente de extrema-direita, fascista, no Brasil, que é uma manifestação física dos ecos da ditadura. Então a ditadura ainda é muito presente no cotidiano brasileiro”, afirmou.

Nas redes sociais, apoiadores do ex-presidente se manifestaram e criticaram o soteropolitano. “‘De 2018 a 2022, tivemos um presidente de esquerda à esquerda no Brasil, ou fascista, que é uma manifestação física dos ecos da ditadura’. Mamateiro Wagner Moura. Comentários abertos”, disparou um perfil de direita no X (antigo Twitter). “Que orgulho o estado gastar dinheiro do afegão médio pra fazer filme enquanto metade do país não tem esgotamento sanitário. Parabéns”, ironizou outro.

O Agente Secreto é ambientado no Recife, em 1977, e acompanha a história de um professor universitário que tenta fugir da perseguição política durante o regime militar. A atuação rendeu a Wagner Moura um feito inédito: ele se tornou o primeiro brasileiro a conquistar o Globo de Ouro de Melhor Ator em Filme de Drama.

Além da estatueta, o ator segue na disputa por uma possível indicação ao Oscar.

Kleber Mendonça Filho também critica Bolsonaro

O diretor Kleber Mendonça Filho também utilizou a visibilidade do prêmio para criticar o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em seu discurso, o cineasta afirmou que o Brasil passou por uma guinada política à direita na última década.

“Há cerca de dez anos, o Brasil deu uma guinada drástica à direita, e esse tempo já se foi. O ex-presidente está agora na prisão. Ele foi epicamente irresponsável em não liderar o país. E eu realmente acho que o cinema pode ser uma forma de expressar algumas queixas temos sobre a sociedade em que vivemos”, declarou.

Kleber também comentou o papel do cinema como ferramenta de reflexão social, ampliando o debate para além do contexto brasileiro.

“Eu penso que jovens cineastas americanos têm muito a falar sobre o que está acontecendo nesta sociedade e é isso que eu gostaria de ver”, acrescentou.

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