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Levi Vasconcelos

Por Levi Vasconcelos com colaboração de Marcos Vinicius

ACERVO DA COLUNA
Publicado domingo, 15 de fevereiro de 2026 às 20:44 h | Autor:

Clarindo grita: ‘É uma vergonha o Centro Histórico matando gente’

Entre o desabafo de Clarindo Silva sobre o abandono do Centro Histórico e a saudade de Rubens Carvalho

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Clarindo Silva, dono do cantina da Lua
Foto: Shirley Stolze  / Ag. A TARDE
Data: 10/06/2025
Clarindo Silva, dono do cantina da Lua Foto: Shirley Stolze / Ag. A TARDE Data: 10/06/2025 -

A morte de Giulia Panchoni Righetto em 5 de fevereiro do ano passado, quando o teto da Igreja de São Francisco de Assis, a igreja do ouro, desabou e também feriu outras cinco pessoas, foi lembrada este ano, em evento que reuniu o padre e outras lideranças da área, entre elas Clarindo Silva, arauto na defesa do Centro Histórico de Salvador.

No evento, ele soltou o verbo. De saída, disse que o fato ficou como um recado da maldição na abertura do Carnaval de Salvador.

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– Antes, 7 da manhã, a igreja estava lotada, meio-dia a igreja estava lotada e no início da noite também. Agora, outro dia só tinha uma moça contemplando o espaço como se estivesse a dizer que se o forro desabasse ela iria morrer. Essa menina (Giulia) veio para o Centro Histórico de Salvador para dar o aviso: não é possível que o maior centro barroco da América Latina continue tão abandonado, com mais de mil prédios arruinados. Não dá para entender tanta gente sem casa e tanta casa sem gente.

Coração - Clarindo diz que é preciso que todos entendam que o Centro Histórico de Salvador é o coração cultural do Brasil.

– E o coração funciona com suas artérias também bem. Quando eu falo das artérias, falo da Ladeira do Pilar, do Caminho Novo, da Ladeira da Praça, da Ladeira da Saúde, da Ladeira da Montanha e, sobretudo, da nossa Baixa dos Sapateiros, todas abandonadas.

Ele diz não conseguir entender como é que num momento em que os governos federal e estadual estão irmanados, o municipal também a favor, e muito pouco ou quase nada se faz para virar o jogo.

Pois quem vai à folia no Pelourinho, a joia maior do Centro Histórico, saiba que o coração vai bem, mas as artérias, não.

POLÍTICA COM VATAPÁ

Rubinho e Béu

2026 é o primeiro dos novos Carnavais sem Rubens Carvalho, o Rubinho dos Carnavais, falecido em 15 de outubro do ano passado aos 87 anos.

Ele foi o fundador de blocos até hoje consagrados, como Os Internacionais e Tiete Vip’s, e é tido como arauto maior da transferência do Carnaval dos clubes para as ruas.

Rubinho era assim, ativo personagem da folia de Salvador, e Béu Machado, jornalista, colunista do jornal A TARDE, muito ligado aos movimentos culturais baianos.

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Lá um dia, início dos anos 90, Béu deu uma porrada em Rubinho, que entrou na redação enfezado, foi direto para a sala de Dr. Jorge Calmon, o comandante. Na saída, Dr. Jorge passou com ele pela redação, despediu-se, foi para a mesa de Béu.

– Béu, Rubinho esteve aqui.

– Eu vi, Dr. Jorge.

– Ele veio me pedir a sua cabeça.

E Béu, calmamente:

– Ele deve estar querendo pensar, Dr. Jorge.

Gargalhada geral. Até Dr. Jorge gargalhou.

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