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Levi Vasconcelos

Por Levi Vasconcelos, com colaboração de Marcos Vinicius

ACERVO DA COLUNA
Publicado sábado, 14 de fevereiro de 2026 às 9:57 h | Autor:

Carnaval de 2026 bate recorde em número de visitantes: 3,7 milhões

Bahia atinge recorde de 43% de crescimento no turismo e recebe Lula na folia

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A presença de Lula, hoje, no Carnaval de Salvador é um momento histórico: é a primeira vez que um presidente da República participa da festa. O fato é destacado por Maurício Bacelar, secretário de Turismo do estado, para ressalvar a coincidência do fato com o bom momento em que a Bahia está no reinado de Momo.

– No turismo internacional, só perdemos para São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, estes dois últimos porque recebem muitos argentinos e chilenos. E nosso crescimento no turismo interno só fica atrás de São Paulo, onde o turismo de negócios é muito forte. Diz Bacelar que, no geral, o turismo cresceu 21% no Brasil, enquanto na Bahia foi 43%, sem dúvida um recorde.

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Nova Rodoviária – Bacelar ressalta um ganho extra, a chegada de turistas estrangeiros via Nova Rodoviária. São argentinos, uruguaios e chilenos, que chegam de avião a São Paulo e pegam um ônibus de lá para cá.

– Mas em matéria de estrangeiros, o que mais nos chamou a atenção foi a procura de visitantes de alguns países antes fora do circuito, como os sírios. Já pensou, gente vindo da Síria para curtir nosso Carnaval?

No conjunto, são 3,7 milhões de visitantes, incluindo interessados de todos os pontos do planeta, o que, segundo Bacelar, é um indicativo de que o Carnaval baiano está cada vez mais globalizado. Na configuração atual, também é algo nunca visto.

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Na Bahia, 153 municípios realizam o Carnaval, sendo Salvador o mais forte, depois Porto Seguro, Itacaré e Maraú, além de outros, como Barreiras, Correntina e Rio de Contas, na Chapada Diamantina, outro destino baiano que só cresce.

Em suma, em 2026, pelo conjunto da obra, a folia baiana virou vedete, no Brasil e fora. Agora, é só cair na gandaia.

POLÍTICA COM VATAPÁ

Ditadura da gordura

Conta Adson Brito do Velho, autor de livros como ‘Os 171 Bairros de Salvador e a Origem dos seus Nomes’, que Milton Ferreira da Silva, o Ferreirinha, funcionário da antiga Sutursa, da prefeitura de Salvador, foi escolhido num concurso para Rei Momo, do Carnaval soteropolitano em 1959, evento promovido pelos radialistas Edmundo Filho e Silva Filho, da Rádio Excélsior, e não aceitou eleição para a escolha do ano seguinte. E bradava na Cidade Nova, onde morava e promovia anualmente um concorrido caruru:

– Onde já se viu rei disputar eleição? Rei passa o poder de pai para filho, é dinastia, e comigo vai ser assim também.

E foi. Imperou absoluto durante 29 anos, até 1988, quando morreu, e a coroa foi passada para Milton Ferreira Filho, o filho.

Detalhe: o Rei Momo tinha que ser gordo, até 2008, a escolha já sob nova batuta, quando Clarindo Silva, o maestro da Cantina da Lua, foi eleito bradando:

– Abaixo a ditadura da gordura!

Hoje tem eleição e a ditadura da gordura voltou.

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