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Cuidados paliativos aliviam dor e dão qualidade de vida

Cuidados paliativos ajudam pets com doenças crônicas a viver com conforto e dignidade

HIlcélia Falcão
Por HIlcélia Falcão
| Atualizada em
Acupuntura, fisioterapia e outras terapias podem complementar o tratamento convencional
Acupuntura, fisioterapia e outras terapias podem complementar o tratamento convencional - Foto: Reprodução

Se você tem um animal de estimação com doença crônica incurável e acha que a eutanásia é o único caminho, acalme o seu coração. A medicina veterinária já dispõe de uma série de ferramentas que asseguram cuidados paliativos para tornar mais leve a vida do seu pet enfermo. Embora ainda cercada de estigma, a abordagem traz alívio à família multiespécie. O segredo é procurar atendimento cedo e isto inclui diagnósticos menos definitivos que o câncer, como doenças motoras, cardíacas e diabetes. A estratégia é indicada também para doença renal crônica, insuficiência cardíaca, doenças hepáticas, respiratórias graves e infecciosas crônicas, entre outras.

“Hoje a gente ainda vive um preconceito importante pois, muitas vezes, as famílias só procuram quando já existe um cenário mais avançado e limitado para assegurar qualidade de vida”, afirma Viviane Abreu, mestra em Oncologia integrativa, pós-graduada em Acupuntura e reabilitação animal e pós-graduanda em Dor, Geriatria e Cuidados Paliativos.

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Segundo ela, o adequado é buscar o tratamento assim que o animal tenha o diagnóstico de alguma doença crônica incurável e progressiva. O cãozinho dela, Bartô, 12 anos, que é cardiopata, já está sob cuidados paliativos. Ele convive bem com uma neoplasia cardíaca graças às terapias que ela adotou.

Outro caso é o da yorkshire Lua, que viveu 13 anos e, nos últimos meses de vida, recebeu os benefícios do cuidado paliativo. “Na fase final, investi em um remédio para dar conforto... Também me especializei em reiki para animal para ter mais um suporte”, explica a servidora pública Sandra Regina Cardoso Maciel, responsável por Lua. Ela conta que sentir que dar toda assistência até a partida deu conforto a si mesma.

Hoje, Sandra tem outras duas cachorrinhas, Nala e Luna, esta última adotada após o falecimento de Lua. “Fiz uma tatoo de Lua assim que ela começou o processo de cuidados paliativos que durou quase 9 meses”, conta.

O tempo que resta

O segredo é aproveitar ao máximo o tempo que resta com qualidade. “É importante valorizar a qualidade das pequenas experiências que ainda podem ser compartilhadas com seu animalzinho”, orienta a médica veterinária Aline Quintela, coordenadora do curso de Medicina Veterinária da UNIFTC.

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Segundo ela, para um pet debilitado, isso pode significar descansar ao seu lado, ouvir a sua voz, receber carinho quando desejar, sentir cheiros familiares, permanecer em um ambiente tranquilo ou simplesmente ter a companhia de quem ama.

Esperança

Acupuntura, laserterapia, fisioterapia e ozonioterapia são algumas das abordagens que podem ser associadas ao tratamento convencional. Fisioterapia, massagem e o uso de medicamentos como o canabidiol são usados para dar alívio ao pet. Isto permite mais anos de vida para o animal.

“São estratégias pensadas para o animal e sua família para proteger, acolher e tratar a dor e a doença quando a cura já não é mais possível”, explica Viviane Abreu.

Segundo o médico veterinário João Bahia, oncologista, a medicina integrativa pode complementar o tratamento convencional, ajudando no controle da dor, náuseas, ansiedade e dificuldades de mobilidade. Ele ressalta que essas terapias são complementares e não substituem analgésicos ou outros tratamentos.

O mais importante é garantir que o pet tenha conforto, dignidade e amor em cada etapa da doença. “A principal orientação é não perder a esperança, mas compreender que o objetivo do tratamento pode mudar da cura para a qualidade de vida”, orienta.

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Tags

cuidados paliativos medicina veterinária integrativa qualidade de vida animal

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