Bahia pode fazer Globo conquistar maior audiência do ano em horário difícil
Baianos são destaques em novela que está dando o que falar na TV aberta

A estreia de A Nobreza do Amor, no último dia 16, trouxe às seis da tarde da Globo mais do que um folhetim tradicional: apresentou uma proposta estética e simbólica que sobressai já nas cenas iniciais. Uma semana depois, com a trama em formação, este colunista já aposta que a presença baiana pode se traduzir em um fôlego de audiência para a emissora em horário difícil.
Antes de falar da Bahia, preciso destacar o que percebo da trama. O impacto visual é imediato. Cenografia, fotografia e figurinos exibem um cuidado de produção que remete ao cinema, sem, porém, diluir o apelo popular do gênero. A novela preserva os elementos que prendem o público, mas o faz com acabamento e ambição estética pouco comuns no horário.
Agora sim. A contribuição da Bahia aparece tanto no elenco quanto na sensibilidade narrativa. Nomes como Lázaro Ramos, Rita Batista, Emanuelle Araújo, Fábio Lago, Cyria Coentro, Samantha Jones, Raíssa Xavier e Dimas Novais imprimem identidade e corpo à história.
A participação de Elísio Lopes Jr. na construção do roteiro deve dar o "molho" a mais aos detalhes de cena.
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Um ponto notável é o protagonismo de personagens negros em posições de poder. São reis, rainhas e princesas. Essa escolha agrega força dramática e representatividade sem apelar para lugares-comuns. Colocar essas figuras no centro altera a dinâmica tradicional do enredo e amplia a ressonância social da novela.
Dramaticamente, a novela acerta ao combinar ingredientes clássicos com uma execução que privilegia clareza e ritmo. A Nobreza do Amor evita experimentos vazios: sua ousadia estética serve para dar dimensão humana aos conflitos que movem a trama.
Baiano como protagonista de novo
Lázaro Ramos merece destaque: longe de se repetir, ele constrói um Jendal intenso, inquietante e cheio de camadas. O vilão já se firma como peça fundamental na mecânica narrativa e é um dos trunfos para manter o público atento.
Embora a audiência ainda não tenha explodido, os sinais de evolução estão lá: projeto visual arrojado, elenco consistente, pluralidade de vozes e um texto que dialoga com tradição e contemporaneidade.
Num horário altamente competitivo, esse conjunto visto em A Nobreza do Amor tem potencial para atrair diferentes perfis de telespectador, tanto quem busca o melodrama clássico quanto quem procura novidade estética e representatividade.
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