COMPORTAMENTO
Pavor de barata pode ser fobia? Saiba quando o medo deixa de ser normal
Especialistas explicam quando o medo do inseto ultrapassa o limite do comum


Sentir nojo ou levar um susto ao encontrar uma barata é uma reação comum. Mas quando esse medo provoca crises de ansiedade, falta de ar, tremores ou até impede a pessoa de frequentar determinados lugares, o problema pode ir além do desconforto e caracterizar uma fobia.
Conhecida como catsaridafobia, a condição é marcada pelo medo intenso, irracional e desproporcional de baratas. Especialistas explicam que, nesses casos, a reação costuma ser muito maior do que o risco real oferecido pelo inseto e pode afetar a qualidade de vida.
Quando o medo vira fobia?
Segundo psicólogos, o medo funciona como um mecanismo natural de proteção. A diferença está na intensidade da resposta.
Enquanto a maioria das pessoas apenas se afasta da barata e retoma a rotina após o susto, quem sofre de catsaridafobia pode apresentar crises de ansiedade, sentir-se paralisado ou evitar locais onde exista qualquer possibilidade de encontrar o inseto.
Em alguns casos, o receio passa a interferir na vida social, fazendo com que a pessoa deixe de visitar amigos, frequentar restaurantes ou entrar em determinados ambientes por medo de uma nova situação.
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Quais são os sintomas?
As reações variam de pessoa para pessoa, mas os especialistas destacam alguns sinais frequentes:
- taquicardia e falta de ar;
- suor excessivo e tremores;
- tontura ou sensação de desmaio;
- tensão muscular;
- gritos, choro ou paralisação diante da barata;
- crises de ansiedade ou pânico.
Além das manifestações físicas, também podem surgir comportamentos de evitação e preocupação constante com a possibilidade de encontrar o inseto.
O que causa esse medo?
Especialistas apontam que experiências traumáticas, sustos vividos na infância e a associação cultural das baratas com sujeira e doenças podem contribuir para o desenvolvimento da fobia.
Em alguns casos, o medo ainda pode estimular comportamentos compulsivos de limpeza e organização, numa tentativa de impedir que o inseto apareça.
Existe tratamento para a fobia?
Psicólogos explicam que a catsaridafobia tem tratamento, geralmente com acompanhamento psicológico. Uma das abordagens mais utilizadas é a terapia de exposição gradual, em que o paciente entra em contato com o objeto do medo de forma controlada e progressiva, sempre respeitando seus limites.
O tratamento é individualizado e pode ser associado a outras estratégias definidas pelo profissional, reduzindo a intensidade da ansiedade e melhorando a qualidade de vida.


