COPA DO MUNDO
Ancelotti tem ciclo com aproveitamento inferior a Tite na Seleção
Italiano teve 17 jogos e ficou com desempenho abaixo de Tite, que comandou a seleção por 6 anos


O ciclo de Carlo Ancelotti à frente da Seleção Brasileira terminou com números positivos, mas inferiores aos registrados por Tite em sua passagem pelo comando do Brasil. Após a eliminação brasileira na Copa do Mundo neste domingo, 5, o treinador italiano encerrou o ciclo com 17 jogos, 12 vitórias, quatro derrotas e três empates.
O desempenho representa aproveitamento de 76,4% dos pontos disputados. A marca é alta, mas fica abaixo dos 80,2% alcançados por Tite, que comandou a Seleção em 81 partidas, com 60 vitórias, 15 empates e seis derrotas.
Na comparação direta, Ancelotti teve um ciclo mais curto, com menos tempo de preparação e maior concentração de jogos decisivos, enquanto Tite teve uma passagem longa, atravessando dois Mundiais.
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Aproveitamento parecido, contextos diferentes
A distância estatística entre os dois treinadores não é grande no aproveitamento geral, mas revela diferenças importantes quando o recorte é ampliado. Ancelotti venceu 12 de 17 jogos, o equivalente a 70,5% das partidas. Tite venceu 60 de 81, ou 74% dos compromissos.
A principal diferença aparece no número proporcional de derrotas. O italiano perdeu quatro vezes em 17 jogos, média de uma derrota a cada 4,25 partidas. Tite, por sua vez, perdeu apenas seis vezes em 81 jogos, média de uma derrota a cada 13,5 partidas.
O dado ajuda a explicar por que o ciclo de Tite foi marcado por forte consistência estatística, mesmo com frustrações em Copas do Mundo. Já Ancelotti teve um trabalho mais curto e menos estável em resultados.
Eliminação precoce
A Seleção Brasileira voltou a tropeçar em uma seleção europeia em uma Copa do Mundo. Contra a Noruega, o Brasil viu Bruno Guimarães desperdiçar pênalti no início do jogo, sofreu com dois gols de Erling Haaland e, com a derrota por 2 a 1, deu adeus ao Mundial 2026.
Nos acréscimos da partida, Neymar ainda descontou convertendo um pênalti, mas, sem tempo suficiente para uma reação, o revés se manteve no placar até o apito final do juiz.
A Amarelinha teve a oportunidade de abrir o placar e tranquilizar o jogo logo no primeiro tempo, com pênalti gerado por falta em Matheus Cunha dentro da área, mas Bruno Guimarães desperdiçou a cobrança, com defesa do goleiro Nyland.


