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Casa Branca admite falta de provas, mas mantém críticas a Claus

Andrew Giuliani reconhece que Raphael Claus nunca foi investigado por manipulação de resultados

Redação
Por Redação
Andrew Giuliani reconhece que Raphael Claus nunca foi investigado por manipulação de resultados, mas volta a questionar a atuação do árbitro brasileiro após expulsão de Folarin Balogun
Andrew Giuliani reconhece que Raphael Claus nunca foi investigado por manipulação de resultados, mas volta a questionar a atuação do árbitro brasileiro após expulsão de Folarin Balogun - Foto: TAYFUN COSKUN / ANADOLU / ANADOLU VIA AFP

O diretor executivo da Força-Tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo, Andrew Giuliani, voltou a questionar a atuação do árbitro brasileiro Raphael Claus e reafirmou que considera o juiz "suspeito" pela expulsão do atacante norte-americano Folarin Balogun durante a vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina, pela fase de 16-avos de final do Mundial de 2026.

Em entrevista concedida nesta quarta-feira, Giuliani reconheceu que Claus nunca foi alvo de uma investigação por manipulação de resultados no Brasil. Ainda assim, sustentou que o árbitro esteve "ligado" a uma apuração envolvendo cartões vermelhos e voltou a levantar dúvidas sobre sua atuação.

Pouco depois da partida,
o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou ter telefonado ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, para solicitar a revisão da punição aplicada a Balogun, que, pelas regras da competição, ficaria suspenso da partida das oitavas de final.

Na ocasião, Trump também afirmou que "
esse árbitro é um tanto suspeito se você verificar o passado dele".

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Giuliani cita CPI no Brasil


De acordo com o portal Uol, quando questionado sobre quais evidências a Casa Branca possuía para colocar em dúvida a integridade de Raphael Claus, Andrew Giuliani respondeu que "ele (Claus) estava ligado a uma investigação sobre manipulação de resultados ocorrida há alguns anos no Brasil, relacionada à aplicação do que foi descrito como cartões vermelhos irregulares".

A declaração faz referência à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas, instaurada em 2024. Na ocasião, Raphael Claus foi ouvido apenas na condição de testemunha e, ao fim dos trabalhos da comissão, teve sua atuação elogiada no relatório final.

Mesmo após ser informado de que Claus jamais foi formalmente investigado ou acusado, Giuliani manteve a posição.

"Ele estava ligado à investigação. Então, quando você considera esse vínculo — ainda que como testemunha, eu entendo —, o fato de ele ter alguma relação com essa investigação, somado ao modo como o VAR foi utilizado?".

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Casa Branca defende recurso contra expulsão


O diretor executivo também confirmou que discutiu o caso diretamente com Donald Trump e afirmou que ambos decidiram recorrer da expulsão aplicada ao atacante norte-americano. No entanto, recusou-se a revelar detalhes da conversa ou a informar quem repassou à Casa Branca as informações sobre o histórico do árbitro brasileiro.

"Vou manter privadas as minhas conversas com o presidente Trump. O que posso dizer é que consideramos altamente suspeito o fato de haver um árbitro que havia participado anteriormente de uma investigação sobre manipulação de resultados e, especificamente, sobre a aplicação irregular de cartões vermelhos", afirmou Giuliani.

"Além disso, entendemos que houve aplicação incorreta do protocolo do VAR. Em lances de contato, não se pode utilizar o replay em câmera lenta da forma como foi utilizado naquele caso. Quando você junta esses dois fatores, entendemos que havia algo muito suspeito. O governo dos Estados Unidos, seja nas urnas ou dentro de campo, quer que haja fair play", concluiu.

A crítica do dirigente norte-americano diz respeito ao uso das imagens em câmera lenta durante a revisão do lance envolvendo Balogun. Após consultar o VAR, Raphael Claus manteve a expulsão do atacante por um pisão no tornozelo de um jogador da Bósnia e Herzegovina.

O protocolo da Fifa estabelece que o árbitro pode utilizar imagens em velocidade normal e em câmera lenta durante uma revisão. No entanto, recomenda que os replays em câmera lenta sejam empregados, principalmente, para verificar fatos objetivos, como o ponto de contato ou a posição dos jogadores, enquanto a intensidade de uma infração deve ser analisada preferencialmente em velocidade normal.

Fifa reduz punição e CBF sai em defesa de Claus


Ao analisar o recurso apresentado pelos Estados Unidos, a Fifa decidiu manter o cartão vermelho aplicado a Folarin Balogun, mas retirou a suspensão automática para as oitavas de final. Em seu lugar, a entidade impôs um período probatório de um ano, durante o qual o atacante poderá cumprir punição caso volte a cometer infrações disciplinares.

Após a repercussão do caso,
a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou uma nota oficial em defesa de Raphael Claus, rebatendo "qualquer insinuação que coloque em dúvida a integridade de Raphael Claus" e destacando a "excelência técnica, conduta ética e respeito ao futebol" do árbitro.

A proximidade entre Donald Trump e Gianni Infantino também voltou ao centro das discussões. Em entrevistas anteriores, Andrew Giuliani afirmou que o presidente da Fifa esteve com o mandatário norte-americano "ao menos uma dúzia de vezes" desde sua eleição para o segundo mandato.

A atuação da Casa Branca no caso gerou críticas de outras delegações, que apontaram uma possível interferência política no futebol e um tratamento diferenciado aos Estados Unidos. Apesar da repercussão, Giuliani afirmou que não pretende rever sua posição.

Mantemos nossa posição de que agimos corretamente

Andrew Giuliani - diretor executivo da Força-Tarefa da Casa Branca
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