DO ADEUS AO TOPO
Há 10 anos, Messi desistiu da Argentina antes da glória máxima na Copa
Antes de ser campeão mundial e artilheiro das Copas, Messi quase encerrou sua história na seleção


Um dos maiores jogadores de todos os tempos, Lionel Messi vive, desde 2022, uma “lua de mel” com a seleção argentina e com o povo argentino, mas nem sempre foi assim. Há dez anos, completados nesta sexta-feira, 26, o craque se despediu da Albiceleste após acumular mais um vice-campeonato.
No dia 26 de junho de 2016, após a derrota para o Chile na Copa América Centenário, com direito a pênalti desperdiçado, Messi anunciou sua saída da seleção argentina. Foi o quarto vice-campeonato do camisa 10 pela Albiceleste — o terceiro de forma consecutiva.
Na zona mista do estádio em Nova Jersey — palco da final da Copa do Mundo de 2026, mas que, dez anos antes, havia sediado mais uma decepção argentina — Lionel Messi anunciou sua aposentadoria da seleção, afirmando, em meio à frustração, que “pelo bem de todos, por mim e por muita gente que deseja isso” não jogaria mais pela equipe nacional.
No entanto, a decisão, que chocou não apenas os argentinos, mas o mundo do futebol, durou apenas dois meses. O craque voltou atrás e iniciou sua caminhada rumo ao “panteão” do futebol argentino, ao lado de Mario Kempes, campeão do mundo em 1978, e de Diego Maradona, campeão em 1986.
O início da redenção de Messi na Argentina
A redenção de Messi começou nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018. Na última rodada, com a Argentina correndo risco de ficar fora do Mundial, o camisa 10 “salvou a pátria” com um hat-trick diante do Equador, em Quito, garantindo a vaga da Albiceleste.
Na Rússia, porém, o desempenho ficou abaixo do esperado, e a Argentina foi eliminada nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2018 pela França, que viria a se tornar campeã. Para muitos, aquele teria sido o último Mundial de Messi, já que, em 2022, no Catar, o craque já teria 35 anos.
Após a eliminação, iniciou-se um novo ciclo da seleção argentina para a Copa do Mundo de 2022 sem a certeza de que Messi disputaria a competição. Mas, para o bem do futebol, o craque desafiou o tempo, “envelheceu como vinho” e seguiu brilhando com a camisa argentina, chegando ainda à disputa da Copa América de 2021.
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Foi justamente nessa competição, disputada no Brasil, que Messi finalmente encerrou o jejum de títulos pela seleção. Em pleno Maracanã, o maior templo do futebol brasileiro, o craque ajudou a Argentina a vencer o Brasil e conquistar o primeiro título da Albiceleste em 28 anos.
Após a conquista, a seleção argentina, mais madura e com novos nomes surgindo sob o comando de Lionel Scaloni, emendou uma sequência de 36 jogos de invencibilidade, conquistando também a Finalíssima diante da Itália, em 2022.
Com esses dois títulos na bagagem, Messi chegou à Copa do Mundo de 2022, no Catar, sem o peso de nunca ter vencido um título pela seleção, mas com o objetivo de conquistar o mundo.
A consagração no Catar em 2022
E, nem mesmo a derrota para a Arábia Saudita na estreia impediu o destino que se desenhava. Messi comandou a equipe dentro de campo no maior cenário e ergueu o troféu da Copa do Mundo, com direito a dois gols na final contra a França. Ao todo, marcou sete gols no Mundial.
Agora, em 2026, na Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá, após “completar” a galeria de títulos pela seleção argentina, Messi segue escrevendo sua história, agora como o maior artilheiro da história das Copas do Mundo, com 18 gols em seis edições disputadas.
Dez anos depois do choro e do adeus, Messi celebra, nos Estados Unidos, seu lugar definitivo no panteão do futebol argentino, tratado quase como um “deus” ao lado de Maradona, e busca o tetracampeonato mundial com a Albiceleste.
Argentina embalada na Copa do Mundo de 2026
Em campo, a Argentina segue em grande fase. Com 100% de aproveitamento, a Albiceleste encara a Jordânia neste sábado, às 23h, em Dallas, para manter o embalo antes da fase decisiva do Mundial.


