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Por que Ancelotti trocou um lateral por um volante na Seleção? Entenda

Após a lesão de Wesley, Carlo Ancelotti optou por convocar o volante Éderson

Redação
Por Redação
Corte de Wesley muda planos e Ancelotti convoca Éderson
Corte de Wesley muda planos e Ancelotti convoca Éderson - Foto: TIM WARNER / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

A decisão de Carlo Ancelotti para suprir a ausência de Wesley na seleção brasileira surpreendeu quem esperava a convocação de um novo lateral-direito. Após o corte do jogador por conta de uma lesão na coxa esquerda, o treinador optou por reforçar outro setor do elenco e chamou o volante Éderson, de 26 anos, em vez de recorrer a um dos laterais que estavam na lista de 55 pré-convocados enviada à Fifa.

Entre as alternativas para a posição estavam Paulo Henrique, do Vasco, e Vitinho, do Botafogo. No entanto, após discussões internas entre os membros da comissão técnica, prevaleceu o entendimento de que a equipe ganharia mais com a inclusão de um meio-campista versátil do que com a reposição direta da vaga na lateral.

Mesmo tendo sido convocado apenas uma vez por Ancelotti — justamente na primeira lista do treinador italiano —, Éderson nunca deixou de ser observado pela comissão. O jogador da Atalanta, que está próximo de acertar sua transferência para o Manchester United, reúne características consideradas valiosas para o modelo de jogo da Seleção, como intensidade física, qualidade técnica e capacidade de atuar em diferentes funções dentro de campo.

Além de desempenhar o papel de primeiro ou segundo volante, Éderson também foi utilizado pelo técnico Gian Piero Gasperini pelo lado direito do campo durante sua passagem pela Atalanta, embora sem exercer exatamente a função de lateral.

Reforço para um setor estratégico

A possibilidade de ampliar as opções no meio-campo já vinha sendo considerada por Ancelotti antes mesmo da definição dos 26 nomes que disputarão a Copa do Mundo. Na convocação final, o treinador havia selecionado cinco jogadores para a posição: Bruno Guimarães, Casemiro, Danilo Santos, Fabinho e Lucas Paquetá.

Com a saída de Wesley, surgiu a oportunidade de fortalecer um setor que tende a ser bastante exigido ao longo da competição, tanto pela sequência intensa de partidas quanto pelas altas temperaturas previstas nos Estados Unidos durante o torneio.

Na disputa pela vaga aberta, Éderson superou principalmente Andrey Santos e Gabriel Sara. O jogador do Chelsea chegou a ser um dos favoritos para integrar a delegação brasileira e esteve presente em quatro das cinco convocações realizadas por Ancelotti antes da Copa. Contudo, a perda de rendimento na reta final da temporada europeia acabou pesando contra sua permanência no grupo.

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Internamente, a avaliação da comissão técnica foi de que Éderson oferece mais alternativas táticas e maior capacidade de adaptação a diferentes cenários de jogo do que os demais concorrentes.

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Cenário da lateral direita

Mesmo sem um substituto de origem para Wesley, Ancelotti demonstrou tranquilidade em relação à lateral direita. Atualmente, Danilo e Ibañez aparecem como as principais opções para o setor. Ambos possuem perfil mais defensivo e atuam frequentemente como zagueiros em seus respectivos clubes.

A comissão técnica também considera outras possibilidades dentro do elenco. Fabinho acumulou experiência na posição durante sua passagem pelo Monaco, enquanto Marquinhos já desempenhou a função em diferentes momentos da carreira. Apesar disso, a ideia inicial não é recorrer a improvisações.

Vitinho, do Botafogo, e Paulo Henrique, do Vasco, chegaram a ser observados recentemente pela Seleção e figuravam como alternativas para uma eventual convocação. Entretanto, o momento vivido pelos dois jogadores pesou na decisão final. Ambos perderam espaço entre os titulares de seus clubes nos últimos meses e acabaram ficando para trás na disputa.

Outro nome que desperta a admiração de Ancelotti e de seus auxiliares é Vanderson, do Monaco. O lateral, porém, sofreu uma lesão muscular na coxa em março e sequer integrou a relação preliminar enviada à Fifa.

Histórico de substituições fora da posição

A escolha de um atleta de função diferente para ocupar a vaga de um jogador cortado não é inédita na história da seleção brasileira em Copas do Mundo.

Em 1998, por exemplo, o atacante Romário foi retirado da lista final e deu lugar ao volante Emerson. Quatro anos depois, a situação se inverteu: Emerson acabou cortado às vésperas do Mundial e foi substituído por um jogador de características mais ofensivas, o meia Ricardinho.

A última alteração por lesão em uma convocação brasileira para a Copa havia ocorrido em 2006, quando Edmilson deixou o grupo e foi substituído por Mineiro.

A estreia do Brasil no Mundial está marcada para o próximo sábado, diante do Marrocos, às 19h.

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