ARTE
Festival de Lençóis encerra edição com música e cultura na Chapada
Evento reuniu cerca de 30 mil pessoas em três dias, com shows, debates sobre ancestralidade


O Festival de Lençóis encerrou a 27ª edição neste domingo, 6, na Chapada Diamantina, após três dias de programação com shows, mesas de conversa e atividades relacionadas à cultura popular, patrimônio e meio ambiente.
A programação terminou com apresentações de Cidade Negra e Larissa Luz no Palco Lençóis, na Praça Horácio de Matos.
A noite de encerramento também contou com a Filarmônica Lyra Popular de Lençóis na abertura do palco principal. Ao longo do evento, a programação reuniu diferentes expressões culturais e discutiu temas relacionados à identidade e às tradições da região.
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Com o tema “Cante, Plante e Proteja", a edição de 2026 incorporou o Festival de Culturas Populares da Chapada Diamantina à programação. A proposta ampliou o espaço destinado às manifestações culturais e colocou em diálogo música, cultura popular, sustentabilidade e identidade regional.
Além dos shows, o festival recebeu cerca de 30 mil pessoas ao longo dos três dias, segundo a organização. O evento também teve atividades voltadas ao plantio de espécies nativas e contou com uma série de mesas de conversa realizadas no Mercado Cultural.
Debates abordaram ancestralidade e meio ambiente
As mesas-redondas ocuparam o espaço montado no Mercado Cultural durante os três dias de programação. Os encontros reuniram pesquisadores, representantes de comunidades tradicionais e outros convidados para discutir questões relacionadas à Chapada Diamantina.
Na sexta-feira, 4, a mesa“Meio Ambiente e Patrimônio” reuniu o Mestre em Ciências Ambientais Delmar Araújo e o superintendente do IPHAN, Hermano Queiroz, com mediação do jornalista James Martins.
No sábado, 5, o tema foi “Jarê Encantado, Ancestralidade e Patrimônio Cultural”. Participaram Dona Maninha, do Quilombo do Remanso, Sandoval Amorim, seu filho Pedro Rangel e integrantes do Terreiro de Jarê Palácio de Ogum e Todos os Orixás. A mediação foi da jornalista e pesquisadora Cleidiana Ramos.
Já no domingo, 6, o escritor Alexandre Coimbra conduziu a palestra “A importância de desacelerar a vida e conviver com a natureza”, encerrando a programação de conversas.
Identidade visual teve natureza da Chapada como referência
A fauna e a flora da Chapada Diamantina também serviram como referência para a identidade visual do Festival de Lençóis 2026. Desenvolvida pela designer gráfica Maíra Vilas Boas, a proposta partiu de pesquisas sobre a natureza da região e de conversas com guias turísticos que conhecem o território.
“A partir de imagens reais da natureza, desenvolvi ilustrações que se tornaram protagonistas nessa identidade e deram origem a um universo visual próprio para esta edição. Também busquei referências na arquitetura de Lençóis, incorporando elementos como os arcos presentes no Mercado Cultural e em algumas janelas da cidade. O objetivo foi reunir diferentes aspectos que ajudam a construir a identidade do lugar”, revela Maíra.
Segundo a designer, a cenografia também participou da construção visual do evento. O trabalho foi desenvolvido por Eliseu, da SSa Cenografia, responsável pela concepção do palco, enquanto os visuais de LED ficaram a cargo do VJ Eric Santana.
Festival também aposta em ação ambiental
A programação deste ano incluiu o plantio de plantas nativas como uma das ações relacionadas ao tema da edição. A iniciativa buscou aproximar a experiência do público no festival de uma atividade voltada à preservação ambiental.
“Encerramos a 27ª edição com um saldo muito positivo. É um evento que se consagrou na Bahia e consegue unir música à natureza. Este ano, também tivemos plantio de plantas nativas, que é de uma grandiosidade porque, além de estar aqui usufruindo da beleza da Chapada Diamantina, a pessoa contribui com esta ação. Estou muito feliz com esta edição, pois a Paula Viola e sua equipe têm um enorme prazer em realizar esse festival”, festeja Paula Resende, idealizadora e realizadora do Festival de Lençóis.
A expectativa é de que o festival movimentou aproximadamente R$ 12 milhões no município.


