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TEATRO

Marco Nanini traz a Salvador espetáculo clássico que desafia o público

Montagem reúne grandes nomes do teatro brasileiro

Beatriz Santos
Por
Marco Nanini e Guilherme Weber
Marco Nanini e Guilherme Weber - Foto: Divulgação

Um dos maiores nomes do teatro e da televisão brasileira desembarca em Salvador para apresentar uma das obras mais influentes da dramaturgia mundial.

A CAIXA Cultural Salvador recebe, entre os dias 27 de junho e 4 de julho, o espetáculo Fim de Partida, clássico de Samuel Beckett protagonizado por Marco Nanini e que também reúne no elenco Guilherme Weber, Helena Ignez e Ary França.

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Com direção de Rodrigo Portella, a montagem traz ao palco uma tragicomédia marcada por relações de dependência, disputas de poder e questionamentos sobre a condição humana.

Escrita nos anos 1950, a obra continua despertando debates contemporâneos ao abordar temas como esgotamento, autoritarismo e a repetição das estruturas de poder.

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Após estrear em São Paulo em abril deste ano, o espetáculo chega à capital baiana com uma equipe criativa formada por profissionais que acompanham a trajetória de Marco Nanini há décadas.

Entre eles estão Daniela Thomas, responsável pela direção de arte e cenografia, o iluminador Beto Bruel, o figurinista Antonio Guedes e o produtor Fernando Libonati. A trilha original e direção musical levam a assinatura de Federico Puppi.

Os ingressos custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia), com vendas a partir do dia 23 de junho pela plataforma Sympla.

Uma história sobre dependência, poder e sobrevivência

Considerada uma das obras-primas do teatro do absurdo, Fim de Partida apresenta um cenário pós-apocalíptico onde Hamm, interpretado por Marco Nanini, e Clov, vivido por Guilherme Weber, vivem confinados em um espaço claustrofóbico.

A relação entre os dois personagens é marcada por violência, crueldade cotidiana e uma profunda dependência emocional. Em meio a uma realidade aparentemente sem sentido, ambos enfrentam o colapso das relações humanas enquanto aguardam algo que nunca parece chegar.

Helena Ignez e Ary França completam o elenco da produção, dando vida a personagens que ampliam a atmosfera de estranhamento e reflexão construída por Beckett.

A peça que desafia atores há gerações

Para Marco Nanini, o texto do dramaturgo irlandês continua sendo um dos maiores desafios para quem sobe ao palco.

“Costumo dizer que Beckett fica orbitando a cabeça dos atores contemporâneos, pois oferece um imenso desafio com os múltiplos caminhos que a sua obra permite”, afirma Marco Nanini, que já desejava transitar neste universo do autor irlandês e aceitou o convite de Guilherme Weber para dividirem a cena nessa montagem.

Nanini e Weber já trabalharam juntos anteriormente em produções como Os Solitários e A Morte do Caixeiro Viajante.

Diferentes leituras para um clássico

A encenação dirigida por Rodrigo Portella propõe múltiplas interpretações para a obra de Beckett.

Além da relação simbiótica entre Hamm e Clov, o diretor explora uma dimensão política presente no texto, em que Hamm surge como uma figura tirânica enquanto Clov representa um corpo submetido a uma engrenagem sem sentido.

Outro aspecto importante da montagem é o metateatro. A cenografia assinada por Daniela Thomas cria um palco dentro do próprio palco, reforçando o caráter autorreferente da peça e ampliando as reflexões sobre representação e realidade.

Fim de Partida

  • Com: Marco Nanini, Guilherme Weber, Helena Ignez e Ary França
  • Local: CAIXA Cultural Salvador – Rua Carlos Gomes, 57, Centro

Datas e horários:

  • 27 e 28 de junho de 2026 – sábado, às 20h; domingo, às 19h
  • 30 de junho a 4 de julho de 2026 – terça-feira a sábado, às 20h

Ingressos:

  • R$ 30 (inteira)
  • R$ 15 (meia)

Vendas dos ingressos:

  • A partir do dia 23/06, às 12h, pela plataforma Sympla
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