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Primeira vez no Bon Odori? Veja 5 atrações diferentonas para conhecer
Evento começou nesta sexta-feira, 4, e segue até 7 de setembro no Parque de Exposições


O Festival de Cultura Japonesa, Bon Odori, começou nesta sexta-feira, 4, e segue até o dia 7 de setembro, no Parque de Exposições, em Salvador. Considerado um dos maiores eventos dedicados à cultura japonesa no Brasil, o festival chega à sua 18ª edição com quatro dias consecutivos de programação pela primeira vez.
A programação deste ano reúne atrações nacionais e internacionais, apresentações musicais, danças típicas, cultura pop, oficinas culturais, oficinas culinárias, exposições, concursos, experiências interativas e atividades para todas as idades. O evento também promove um diálogo entre as tradições japonesas e a cultura baiana.
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Além da programação principal, o Bon Odori oferece atrações diferenciadas para quem busca experimentar atividades que vão além dos shows e apresentações. Entre experiências da cultura japonesa, ilusionismo e espaços de realidade virtual, há opções para diferentes públicos ao longo dos quatro dias.
Com uma programação extensa, a curadoria pode ajudar quem está indo ao festival pela primeira vez e quer descobrir atividades menos óbvias. Pensando nisso, o portal A TARDE reuniu cinco opções de atrações diferentes para aproveitar durante o Bon Odori.
Confira 5 opções de atrações diferentes para aproveitar no Bon Odori
Apresentação de Ilusionismo

Uma das atrações disponíveis no Bon Odori é a oficina de mágica conduzida por Kevin Iwasaki, ilusionista, mágico, mentalista e hipnólogo. A atividade é voltada para pessoas de diferentes idades e ensina truques que podem ser reproduzidos com objetos comuns do cotidiano.
“Aqui no Bon Odori nós estamos dando oficina de mágica. A gente ensina, para todas as idades, vários tipos de mágicas diferentes para o pessoal poder fazer em casa, para a família, para os amigos, com objetos comuns do dia a dia. Então, é bem bacana”, disse Kevin Iwasaki.
Para participar da atividade, é necessário se inscrever previamente, já que o espaço tem capacidade limitada e não há objetos disponíveis para todos os visitantes ao mesmo tempo. “Temos uma lista porque o espaço não é muito grande. Deixe seu nome aqui e no horário marcado, você vem. Quem quiser passar assistir uma oficina tudo bem, mas não temos objetos para todo mundo fazer ao mesmo tempo”, completou.
Além de acompanhar a oficina, os visitantes interessados podem participar diretamente da atividade nos horários disponíveis. “Se quiser participar, pegar os objetos na mão, ver como funciona e fazer junto com a gente, passa aqui no stand, deixe seu nome e vem no horário marcado. Que está sendo super legal”, disse o ilusionista.
Espaço de jogo de realidade virtual

Entre as experiências interativas do festival também está o espaço de realidade virtual, que oferece ao público uma experiência de tiro em primeira pessoa. Segundo Luiz, coordenador do espaço, a atração já foi utilizada no GamePólitan e retorna ao evento em uma versão que utiliza movimentos do próprio corpo.
“Nesse fim de semana do Bon Odori, nós vamos fazer um jogo de tiro exclusivamente, que foi um jogo usado no GamePólitan também, que fez muito sucesso, e é basicamente um jogo de tiro em primeira pessoa como qualquer outro”, afirmou o coordenador.
Na experiência, os participantes utilizam óculos de realidade virtual para entrar em uma arena e interagir com armas virtuais. A proposta é substituir os controles tradicionais por movimentos feitos diretamente com as mãos e o corpo. “Você vai pôr os óculos e vai visualizar uma arena de tiro. Vão ter diversas armas no chão, você vai usar a mão para poder pegar essas armas, mirar e atirar”.
Durante a partida, o participante pode se movimentar pela arena e precisa acumular pontos dentro de um tempo determinado. Ao final, vence quem alcançar a maior pontuação.
Oficina de Furoshiki

A programação também inclui uma oficina dedicada ao furoshiki, técnica tradicional japonesa que utiliza um pedaço de tecido quadrado para embrulhar, embalar e transportar diferentes tipos de objetos. A prática pode ser utilizada para carregar compras, livros e outros itens, além de servir para embrulhar presentes.
Wanda Mieko, de 70 anos, veio de Natal, no Rio Grande do Norte, onde preside uma associação cultural nipo-brasileira. Esta é a terceira vez que ela participa do Bon Odori com a oficina, que apresenta diferentes formas de utilização dos tecidos.
“É o terceiro ano que trazemos essa oficina aqui de furoshiki, que é uma técnica milenar japonesa de você utilizar tecidos quadrados para embalar, para carregar, para transportar objetos. É bem interessante porque é algo que já vem de muitos anos e dá para ensinar criança, adulto, homens, mulheres. E é uma coisa útil de se usar", afirmou Wanda.
O aprendizado da técnica envolve também a prática dos nós, que precisam ser firmes o suficiente para manter os objetos seguros, mas fáceis de desfazer quando necessário. Além da utilidade no dia a dia, o furoshiki pode ser uma alternativa ao uso de papel para embrulhar presentes, já que o tecido pode ser reutilizado posteriormente.
A oficina também é apresentada para crianças durante o festival, aproximando o público de uma prática tradicional que tem uma função diferente de outras expressões artísticas japonesas, como o origami.
“É gostoso, é divertido. Estamos ensinando agora a essas crianças. Então, é isso que é interessante, é algo útil, porque também, claro, temos outras técnicas que usam papel, por exemplo, origami, dobradura em papel, mas o furoshiki é uma arte utilitária, então é muito bom”, completa Wanda.


