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Russo Passapusso faz desabafo na Flica: "A literatura me fez sobreviver”

Cantor abriu a Flica 2025 exaltando o poder da leitura

Artur Soares | Portal Massa!
Por Artur Soares | Portal Massa!
Na Flica, Russo Passapusso fala de dor, amor e literatura: “Isso é sobrevivência”
Na Flica, Russo Passapusso fala de dor, amor e literatura: “Isso é sobrevivência” - Foto: Artur Soares | Portal Massa!

O município baiano de Cachoeira vai transbordar de literatura nos próximos dias. Começou nesta quinta-feira, 23, a 13ª edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira, que se estende até o domingo, 26. A programação do evento, consolidado como a maior festa literária do Nordeste, conta com lançamentos de livros, oficinas, rodas de conversa, peças teatrais e muito mais. Dentre os convidados deste ano, se destacam nomes como Russo Passapusso, Leozito Rocha, Paula Pimenta, Rita Batista e Tia Má, entre outros nomes.

A abertura da festa aconteceu às 9h, no espaço Tenda Paraguaçu. A edição desse ano contou com o tema "Ler é massa!", que enfatiza o poder da literatura na comunicação. "Nós tentamos trazer esse tema para que as pessoas entendam que a leitura faz parte de todo nosso convívio, a leitura é a maior ferramenta de comunicação de todos nós", afirmou George Lessa, representante da Schommer Produções, empresa responsável pela realização da Flica, em entrevista ao MASSA!.

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O evento conta com 10 espaços diferentes, abrangendo públicos de diferentes idades. "Pensamos que seria possível construir uma programação mais diversa, mais coletiva, de modo que diferentes pessoas, pertencentes à diferentes nichos, pudessem ter acesso a uma vastidão de conteúdo", disse Wesley Correia, responsável pela curadoria da programação da Tenda Paraguaçu.

Leitura e resistência

Imagem ilustrativa da imagem Russo Passapusso faz desabafo na Flica: "A literatura me fez sobreviver”
Foto: Artur Soares | Portal Massa!

Na mesa dedicada ao tema da edição: "Ler é massa!", os convidados do bate-papo foram o cantor Russo Passapusso e a apresentadora Rita Batista. Ambos falaram de como a leitura esteve presente em suas infâncias e como isso influenciou suas carreiras.

O vocalista do BaianaSystem relembrou sua relação com seu pai e a importância disso para seu interesse na leitura. Para ele, a literatura foi responsável por sua sobrevivência. "Me fez sobreviver. O retrospecto é de sobrevivência, de transmutação de dor em amor, essas coisas que as pessoas acham as vezes que é romantismo, que é poesia, mas se vocês começarem a pensar no que vocês transformaram na vida de vocês, vão perceber que isso é real", contou em entrevista.

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Russo também destacou a relação que a literatura tem com os discos. Se autodeclarando um "leitor de discos", o cantor incentivou que seu público busque outras referências para além dos algoritmos das redes sociais. "Eu leio discos. A gente fala muito de som, de imagens sonoras, então as pessoas que gostam de música precisam procurar ouvir cada vez mais música que montem imagens para esse lugar onde a gente constrói nossa memória. Saiam desse ciclo vicioso, dos algoritmos, procure seu outro você por meio das músicas", afirmou.

Um dos tópicos levantados durante o bate-papo foi a presença de pessoas negras no mercado da comunicação. Rita Batista defendeu que, mesmo em passos lentos, a sociedade brasileira está se curando de suas raízes racistas. "400 anos de escravidão não passam sem arranhar nossa forma de ver as pessoas. As pessoas ainda não reconhecem pessoas negras nesses lugares e, quando a gente aparece, a gente traz outros nomes que pavimentaram o caminho antes", detalhou a autora do livro 'A Vida é um Presente'.

Por fim, a jornalista ainda comentou sobre como autores negros vem sendo mais valorizados nos últimos anos. "Acho que depois de muito tempo, com um atraso histórico relevante, a gente está conseguido que pessoas negras, que sempre produziram, sejam sim reconhecidas pelos seus talentos, pelas suas capacidades, pelos seus trabalhos", defendeu.

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