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Cepal recomenda prudência na gestão macroeconômica

Publicado segunda-feira, 17 de dezembro de 2007 às 13:07 h | Atualizado em 17/12/2007, 13:07 | Autor: Agencia Estado
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A Comissão Econômica para Assuntos da América Latina (Cepal) recomenda que os países da região tenham mais prudência na gestão macroeconômica para que continuem a aproveitar o crescimento econômico que vem sendo registrado desde 2003. Diante de incertezas, como uma provável desaceleração da economia mundial, a Cepal acredita que somente uma gestão econômica mais prudente poderia evitar a repetição das dificuldades vividas pelos países no passado e atrair recursos para atividades que contribuam com um crescimento econômico sustentado.

A crise do mercado imobiliário norte-americano e a volatilidade dos mercados financeiros internacionais não prejudicaram o crescimento econômico dos países latino-americanos neste ano, admite a Cepal. Porém, a comissão ressalta que alguns países obtiveram resultados fiscais menos sólidos neste ano e assistiram a um aumento da inflação. Além disso, houve aceleração do gasto público e menor dinamismo da exportação de bens, que, embora não afetem as perspectivas de crescimento econômico para 2008, constituem desafios em termos de política macroeconômica.

Entre eles, a Cepal cita a valorização cambial vivenciada por alguns países da América Latina, apesar do esforço de seus governos para conter a apreciação da moeda. Além disso, a inflação se acelera de maneira generalizada, já que há, ao mesmo tempo, pressões na demanda dos alimentos e energia.

O aumento do gasto público também é um movimento generalizado, ocasionado pelo aumento dos investimentos e do crescimento do produto nominal. Na região, todos os países, exceto México e El Salvador, registraram elevação do gasto público. O país campeão nessa lista é a Argentina, com alta de quase 35%, seguida por Haiti e Equador (cerca de 25%), Venezuela (cerca de 20%) e Panamá (cerca de 15%). O Brasil está na 14.ª posição entre 19 países, com alta de cerca de 7%. Embora este comportamento não cause problemas fiscais no curto prazo, há uma certa preocupação em relação ao futuro, com a redução da margem de manobra fiscal.

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