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Correios negociam novo socorro bilionário com bancos estrangeiros

A estatal deve receber aporte de R$ 7 bilhões que pode ser concluída ainda neste mês

Carla Melo
Por
| Atualizada em
Correios encerraram 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões
Correios encerraram 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões - Foto: Reprodução | Internet

O Correios deve receber novo empréstimo no valor de R$ 7 bilhões, com garantia da União com um consórcio de bancos privados estrangeiros com atuação no Brasil. A informação é do Valor Econômico.

A expectativa é que três bancos participem das negociações: Bank of America (BofA), Citi e Deutsche Bank. Ao todo, as financeiras deverão integrar o grupo financiador e a captação pode ser concluída ainda neste mês.

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De acordo com a reportagem, a operação foi apresentada a diversas instituições financeiras, que tiveram acesso aos detalhes da proposta antes de apresentar ofertas.

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O novo empréstimo ocorre em um momento de forte deterioração financeira da estatal. Os Correios encerraram 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões e registraram perdas de R$ 3,16 bilhões no primeiro trimestre de 2026. A empresa acumula atualmente 14 trimestres consecutivos de resultados negativos.

Condições do empréstimo

A nova captação será inferior ao limite autorizado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que abriu espaço para que a estatal contratasse até R$ 8 bilhões em novos financiamentos com garantia da União ao longo de 2026.

A redução para R$ 7 bilhões já havia sido antecipada pelo presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, que atribuiu a decisão às medidas adotadas para reforçar a liquidez da companhia.

As condições financeiras da nova operação devem ser semelhantes às do empréstimo contratado no ano passado. Em 2025, um grupo formado por Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Santander concedeu R$ 12 bilhões à estatal, operação que teve custo em torno de 115% do CDI, abaixo do limite de 120% estabelecido pelo Tesouro Nacional para financiamentos garantidos pela União.

Além do empréstimo, o acordo firmado em 2025 previa aportes mínimos de R$ 6 bilhões por parte da União até 2027.

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