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ENDIVIDAMENTO

Dívida do Brasil atinge maior nível desde a pandemia e chega a R$ 10 trilhões

Dados foram divulgados nesta segunda-feira, 31, pelo Banco Central

Edvaldo Sales
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Dados foram divulgados nesta segunda-feira, 31, pelo Banco Central
Dados foram divulgados nesta segunda-feira, 31, pelo Banco Central - Foto: Reprodução | Freepik

O endividamento público subiu e fez a dívida bruta do governo atingir 82,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em julho, alcançando R$ 10,9 trilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 31, pelo Banco Central.

Houve um aumento de 0,6 ponto percentual no mês passado em relação a junho. Esse é o maior nível desde abril de 2021, em meio à pandemia da Covid-19, mês em que o endividamento do setor público totalizou 82,6% do PIB.

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Para o cálculo, é levado em conta o governo federal, Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e governos estaduais e municipais. A alta mensal decorreu, principalmente, dos juros nominais apropriados e das emissões líquidas de dívida.

Este é um dos principais indicadores econômicos observados pelos investidores na avaliação da saúde das contas. O endividamento do país ocorre por conta do déficit público e do pagamento de juros para cobrir o desequilíbrio nas contas.

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Com a alta nos últimos anos, o endividamento público retornou aos patamares que atingiu durante a pandemia, quando chegou ao seu recorde, de 87,7% do PIB, em dezembro de 2020.

Em julho, o setor público consolidado (governo federal, estados, municípios e estatais – exceto bancos e Petrobras) registrou superávit primário de R$ 1,4 bilhão, ante déficit de R$ 66 bilhões no mesmo mês de 2025.

No governo federal houve superávit de R$ 11 bilhões. No entanto, os governos regionais tiveram déficit de R$ 8,5 bilhões e as estatais, R$ 1,1 bilhão.

Em 2026, no acumulado entre janeiro e julho, o déficit do setor público já chega a R$ 78,8 bilhões.

Déficit nominal

Além disso, o Banco Central calcula o déficit nominal. Esse indicador incorpora também os gastos do governo com o pagamento dos juros da dívida pública.

Essa conta mostra que o, acumulado em doze meses até julho, o déficit nominal alcançou R$ 1,239 trilhão (9,34% do PIB), reduzindo-se 0,64 ponto percentual do PIB em relação ao mês anterior.

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