BRASIL
Desenrola Brasil: prazo para renegociar dívidas termina nesta segunda (31/08)
Programa já renegociou mais de 5 milhões de dívidas


Quem ainda pretende negociar dívidas pelo Desenrola Brasil tem até esta segunda-feira, 31, para aderir ao programa. A iniciativa do governo federal permite a renegociação de débitos bancários com condições diferenciadas, incluindo descontos para os consumidores que se enquadram nas regras.
O programa já alcançou mais de 5 milhões de dívidas renegociadas, conforme os dados mais recentes do Ministério da Fazenda. Somados inicialmente, os débitos chegavam a aproximadamente R$ 26 bilhões. Depois das negociações, o valor caiu para R$ 5,27 bilhões.
A iniciativa é destinada a brasileiros com renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105. Entre as dívidas que podem entrar na negociação estão débitos de cartão de crédito, cheque especial e empréstimos. Os pagamentos precisam estar atrasados entre 90 dias e dois anos, e as operações devem ter sido feitas até janeiro de 2026.
Quem atende aos critérios deve procurar os canais oficiais dos bancos para verificar as condições disponíveis e realizar a negociação.
Outra modalidade atende trabalhadores informais
O governo também colocou em funcionamento, no início de agosto, uma modalidade voltada a um público que não havia sido contemplado por programas anteriores: pessoas sem emprego formal e sem benefícios previdenciários.
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O chamado Desenrola Adimplentes foi anunciado em 29 de junho e passou por uma fase de preparação antes de começar a operar, com mudanças no desenho da iniciativa e ajustes para ampliar a participação das instituições financeiras.
Nesse caso, trabalhadores informais que tenham empréstimo pessoal de até R$ 15 mil por instituição financeira podem contratar uma nova operação para quitar integralmente o débito anterior.
Há três condições principais para participar: o empréstimo não pode ultrapassar R$ 15 mil; o cliente precisa ter pago ao menos quatro parcelas; e a operação deve estar em dia ou apresentar atraso de, no máximo, 90 dias, considerando a data de 29 de junho.
Para essas novas operações, o governo estabeleceu juros máximos de 1,99% ao mês.


