ECONOMIA
Gigante alimentícia demite 1.250 funcionários em três fábricas
Decisão foi tomada após a falta de acordo com sindicato

Uma das maiores produtoras de frango da Argentina, a Granja Tres Arroyos, anunciou a demissão de 1.250 trabalhadores em três fábricas. A decisão foi tomada após a falta de acordo com o sindicato.
As demissões já haviam sido comunicadas em setembro deste ano. No entanto, a decisão ficou suspensa durante o período de conciliação obrigatória determinado pelo Ministério do Trabalho da província. Agora, com o encerramento das discussões, a empresa manteve os desligamentos.
Atualmente, a Granja Tres Arroyos enfrenta uma crise financeira e solicitou um processo de recuperação judicial na Argentina, conhecido como concurso preventivo, com o objetivo de organizar as dívidas da empresa.
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Quais fábricas serão afetadas?
Entre as três fábricas que sofrerão os cortes da empresa na Argentina estão:
- Capitán Sarmiento: 700 trabalhadores demitidos;
- Esteban Echeverría: 500 trabalhadores demitidos;
- Pilar: 50 trabalhadores demitidos.
As demissões representam um aumento de 50 trabalhadores em relação ao levantamento inicial divulgado pelo governo provincial. Em setembro, o ministério havia informado que 1.200 colaboradores seriam afetados pelos cortes, dos quais 450 em Esteban.
Negociação terminou sem acordo
Em setembro, o Ministério do Trabalho determinou uma conciliação obrigatória entre a empresa e o STIA (Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Alimentação). Na decisão, o órgão estabeleceu a reincorporação dos funcionários e abriu um prazo de 15 dias úteis para negociações.
Durante as negociações, foi acordada a doação de mil caixas de frango aos trabalhadores e um pagamento antecipado do salário. Na última audiência, realizada na sede do Ministério do Trabalho, em La Plata, não ocorreu nenhum acordo e a empresa confirmou os desligamentos.
Por que a empresa demitiu os funcionários?
De acordo com a Granja Tres Arroyos, os cortes ocorrem devido à necessidade de reorganizar sua estrutura e preservar a continuidade das operações.
Além disso, a empresa afirma que parte das dificuldades financeiras está relacionada a restrições sobre recursos e recebimentos vinculados a obrigações anteriores aos processos de recuperação judicial.



