ECONOMIA
Gigante dos eletrodomésticos demite 2 mil funcionários e recorre a aporte bilionário
Empresa sueca tenta conter endividamento e melhorar resultados após queda no consumo


A fabricante sueca Electrolux, referência global no setor de eletrodomésticos, está passando por um amplo processo de reestruturação para enfrentar um cenário financeiro considerado desafiador. A empresa tem adotado uma série de medidas simultâneas, que incluem cortes de postos de trabalho, encerramento de unidades industriais e uma forte injeção de capital para sustentar suas operações.
Como parte desse movimento de reorganização, os acionistas aprovaram uma emissão de ações que resultou na captação de cerca de R$ 4,8 bilhões. Segundo a companhia, os recursos serão direcionados principalmente para o fortalecimento da estrutura financeira, redução do endividamento e apoio às mudanças operacionais em curso.
Fechamento de fábricas gera demissões na Europa e América Latina
No campo produtivo, as mudanças já provocaram impactos significativos. Na Itália, uma fábrica foi fechada, levando à demissão de aproximadamente 1.700 trabalhadores. No Chile, a desativação de uma unidade em Santiago resultou no desligamento de cerca de 400 funcionários. No total, mais de dois mil postos de trabalho foram atingidos pelas medidas de ajuste.
Leia Também:
A empresa afirma que o processo de reestruturação ocorre em resposta a um ambiente de maior pressão competitiva, impulsionado pelo avanço de fabricantes asiáticos, além dos efeitos da inflação em diferentes mercados e da desaceleração no consumo das famílias.
Diante desse cenário, a estratégia da Electrolux é acelerar ações de redução de custos e ganho de eficiência, com a expectativa de melhorar seus resultados financeiros e consolidar sua posição no mercado global de eletrodomésticos.


