ALTAS
"Kit churrasco" fica mais salgado e pesa no bolso dos brasileiros
Carnes e bebidas viraram um vilão na inflação nos últimos meses, e chegaram a altas significativa em março

O churrasco dos brasileiros é um evento que não pode faltar nos finais de semana e até em comemorações especiais. Nos últimos anos, entretanto, esse kit tem ficado cada vez mais caro, ou melhor, salgado, para o bolso dos consumidores.
Carnes e bebidas viraram um vilão na inflação nos últimos meses, e chegaram a uma alta de 5,68% e 6,06%, respectivamente. Os dados são do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No grupo de carnes, a picanha, que foi um produto bastante popularizado durante a campanha do governo Lula, registrou alta de 4,21% em 12 meses.
A carne também foi uma das maiores afetadas pelos desdobramentos da guerra no Oriente Médio, com queda nas exportações para aquela região de 20,5% em março, segundo Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
O refrigerante também entra na lista de altas do "kit churrasco", com registro de aumento de 5,84% do mês que começa do mês de março de 2025 a março de 2026.
Além disso, o carvão vegetal, um itens indispensável no churrasco, também registrou alta no acumulado do mês de março, que foi de 7,25%.
O índice geral do IPCA no acumulado dos meses ficou em 4,14%, enquanto do mês de março deste ano foi de 0,88%, ficando 0,18 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada em fevereiro (0,70%).
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Na Região Metropolitana de Salvador (RMS), o índice foi de 1,47%, e foi fortemente puxado para cima pelos preços dos transportes e alimentos, sobretudo a gasolina e produtos consumidos em casa, como o tomate.
O que ficou mais caro para o baiano?
- Combustíveis: gasolina e diesel sofrem pressão direta das cotações internacionais.
- Alimentos frescos: o tomate e as folhosas sentem o aumento do frete e dos adubos.
- Proteínas: carne e frango encarecem devido ao custo da ração (soja e milho), cujos preços são globais.
- Pão e massas: o trigo, em grande parte importado, é extremamente sensível ao câmbio e a conflitos em zonas de produção.
Como mostrou o Portal A TARDE, a guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã causou um encarecimento também na produção desses alimentos. De acordo com Humberto Miranda, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (FAEB), isso também foi impactado pelo custo de frete de produtos que aumentou devido ao preço dos combustíveis.
“Isso interfere diretamente no custo de produção da porteira para dentro e também na competitividade da porteira para fora. Isso acaba encarecendo o frete, os produtos que chegam aos supermercados e os que chegam ao porto para ir para o mercado internacional”, explicou ele.
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