ANOS DOURADOS
China desafia crise da guerra e registra crescimento acima do previsto
Até o momento, o país absorveu o impacto energético melhor que outros países asiáticos, graças às suas importantes reservas estratégicas de petróleo

A China parece não sentir os efeitos da guerra no Oriente Médio. Mesmo diante dos impactos econômicos globais, o crescimento da potência mundial alcançou 5% em termos anuais, superando as expectativas no primeiro trimestre de 2026.
Os dados da potência chinesa, acompanhados com grande atenção pelos mercados, foram divulgados em um momento de alta expressiva dos preços internacionais da energia como reação à guerra iniciada por Estados Unidos e Israel contra o Irã.
O conflito alterou o tráfego marítimo no estratégico Estreito de Ormuz, por onde passavam 20% do petróleo e do gás natural mundiais antes do bloqueio praticamente total da via por parte do Irã. O cenário afetou o comércio entre o Oriente Médio e a China.
Logo após a ameaça dos Estados Unidos de bloquear o Estreito de Ormuz, na segunda-feira, 13, o ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, subiu o tom e advertiu que a interrupção da navegação no estreito não é do interesse comum da comunidade internacional.
O representante chegou a cobrar dos EUA, Israel e Irã um "cessar-fogo abrangente e duradouro.
Anos dourados chinês?
O Produto Interno Bruto (PIB) da China, segunda maior economia do mundo, cresceu 5% em termos anuais entre janeiro e março, anunciou o Escritório Nacional de Estatísticas (ONE), acima dos 4,8% projetados por economistas consultados pela AFP.
A economia da China "conseguiu um forte começo de ano, demonstrando ainda mais sua resiliência e vitalidade", afirmou o ONE em um comunicado.
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O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou esta semana uma redução em suas previsões de crescimento mundialpara 2026 devido à guerra no Oriente Médio.
Até o momento, a China absorveu o impacto energético melhor que outros países asiáticos, graças às suas importantes reservas estratégicas de petróleo, à diversificação de suas fontes de abastecimento e ao uso do carvão, segundo vários analistas.
A China mantém para este ano uma meta de crescimento anual de 4,5% a 5%, a menor previsão em décadas.
Desemprego e queda no consumo interno
A segunda maior economia do mundo enfrenta uma crise prolongada no setor imobiliário, uma taxa elevada de desemprego entre os jovens e uma queda no consumo interno, cenário que levou o país a depender das exportações para atingir suas metas econômicas.
No relatório divulgado esta semana, o FMI reduziu a previsão de crescimento da China neste ano para 4,4%, 0,1 ponto percentual abaixo da meta do governo.
O país, no entanto, pode ser afetado pela desaceleração econômica se a crise prosseguir por muito tempo no Oriente Médio.
*Com informações da AFP
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