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Petrobras faz campanha para melhorar imagem na Bolívia

Publicado sábado, 07 de outubro de 2006 às 13:20 h | Atualizado em 07/10/2006, 13:20 | Autor: Agencia Estado
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A Petrobras lançou uma ofensiva publicitária para melhorar sua imagem na Bolívia, desgastada com o processo de nacionalização do mercado de petróleo e gás do país vizinho do Brasil. Filmes na televisão e informe publicitário em jornais impressos vêm destacando os impactos de suas operações na economia local durante os últimos anos. Apesar do cancelamento da reunião entre os ministros de energia do Brasil e Bolívia, que era prevista para amanhã, as duas partes afirmam que as negociações estão próximas de um desfecho.

Na peça publicitária para jornais, que tem o formato de matérias jornalísticas, a Petrobras afirma que suas atividades na Bolívia geraram um movimento de US$ 2,3 bilhões nos últimos dois anos. A conta considera investimentos, pagamento de impostos e salários e projetos sociais. O material frisa que a companhia contrata quase 1,5 mil fornecedores bolivianos e que vinha investindo no aumento da capacidade da produção de óleo diesel, combustível em que a Bolívia apresenta grandes déficits de abastecimento.

"A cada ano, a Petrobras injeta uma média de US$ 100 milhões na economia boliviana por meio da compra de materiais e da contratação de serviços e fornecedores nacionais com sede em diferentes cidades", diz o texto. A assessoria de imprensa da Petrobras Bolívia não soube confirmar, ontem de manhã, o valor da campanha, mas confirmou que o objetivo é levar à população mais informações sobre as operações da companhia.

As multinacionais que operam na Bolívia e, em maior escala, a estatal brasileira, vêm enfrentando sérios arranhões em sua imagem desde o início do governo Evo Morales, cujos representantes insistem em enfatizar que as empresas operam como "patrões" do povo boliviano. Nos tempos do ex-ministro dos Hidrocarbonetos, Andrés Soliz Rada, era comum a associação de palavras mais fortes, como "contrabandistas" ou "exploradores", às companhias.

Contratos

A saída de Soliz, por sinal, acelerou as conversas entre empresas e governo, afirmam observadores próximos. O novo titular, Carlos Villegas, vem confirmando a fama de bom negociador, pouco afeito a arroubos políticos. A expectativa no governo brasileiro é que os primeiros resultados sejam anunciados em breve. Segundo esta visão, a reunião entre Villegas e o ministro de Minas e Energia do Brasil, Silas Rondeau, teria sido adiada para que o próximo encontro já apresentasse resultados concretos e não por motivos eleitorais.

Na semana passada, foram promovidas três reuniões técnicas entre as duas partes. A Petrobras enviou a La Paz o gerente executivo para o Cone Sul, Décio Oddone, e o presidente da Petrobras Bolívia, José Fernando de Freitas, além de uma comitiva de técnicos da empresa. Até o próximo dia 28, a companhia tem que firmar os novos contratos de concessão boliviana, sob o risco de ser expulsa do país. Os termos foram considerados "inegociáveis" pelas empresas, mas, segundo fontes, já começam a aparecer sinais de consenso.

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