ECONOMIA
Preço de passagens aéreas dispara no Brasil e registra alta de 11%
Valor médio dos voos domésticos atingiu R$ 632,53


Viajar no Brasil ficou mais caro no mês de maio, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). No período, o preço médio das passagens aéreas domésticas atingiu R$ 632,53, o que corresponde a uma alta de 11,2% em relação ao mesmo mês do ano passado.
As informações consideram a data de venda do bilhete e correspondem exclusivamente ao valor do transporte aéreo, sem incluir taxas aeroportuárias como despacho de bagagem ou outros encargos, com atualização monetária pelo IPCA. O cálculo também desconsidera passagens adquiridas com milhas, tarifas corporativas e bilhetes destinados a funcionários das empresas.
A alta prevalece mesmo após as medidas do governo federal que tentaram frear o impacto da alta do preço de petróleo no setor. O custo do QAV (querosene de aviação) teve alta de 68,5% no período e elevou as tarifas.
Medidas para tentar conter crise
No final de abril, o governo federal anunciou uma série de medidas emergenciais voltadas às companhias aéreas. Entre elas está uma linha de financiamento por meio do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac) destinada à compra de combustível.
O programa prevê até R$ 2,5 bilhões por empresa, com os riscos assumidos pelas próprias companhias. Além disso, o governo criou uma linha de crédito de R$ 1 bilhão voltada ao capital de giro das empresas do setor aéreo.
Outra medida anunciada foi a redução das alíquotas de PIS/Cofins sobre o querosene de aviação, o que deve gerar uma queda estimada de cerca de R$ 0,07 por litro no preço do combustível.
As companhias também receberam autorização para adiar o pagamento das tarifas de navegação aérea ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), referentes ao período entre abril e junho de 2026.
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Linha emergencial de crédito
Em maio, o Conselho Monetário Nacional aprovou uma resolução estabelecendo novas regras para financiamentos destinados ao capital de giro de empresas de transporte aéreo doméstico regular.
A medida autorizou uma linha emergencial de crédito de até R$ 1 bilhão para o setor. Os recursos deverão ser usados exclusivamente para capital de giro, com limite equivalente a 1,6% do faturamento bruto anual das empresas em 2025, respeitando o teto de R$ 330 milhões por beneficiário.
Segundo o governo, os financiamentos terão prazo de até seis meses para reembolso, com pagamento em parcela única no vencimento. Os encargos financeiros corresponderão a 100% da taxa média do CDI.
Para acessar os recursos, as empresas precisarão comprovar os impactos negativos provocados pela alta do combustível, além de demonstrar que possuem capacidade operacional e financeira para cumprir as obrigações assumidas.


