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Produção de mel ganha incentivos no semiárido baiano

Publicado quarta-feira, 28 de setembro de 2016 às 22:23 h | Atualizado em 28/09/2016, 20:56 | Autor: Miriam Hermes | Barreiras
Apicultura
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A produção de mel nas propriedades rurais no município de Pilão Arcado, a 776 km de Salvador, diversifica as atividades e é um reforço para as famílias de pequenos produtores enfrentarem as longas estiagens que vem se agravando na região do semiárido.

Neste sentido,  24 famílias dos povoados de Garajau e Olho D'Água Beira Rio, situados a 70 km da cidade de Pilão Arcado, um dos municípios baianos que estão em situação de emergência reconhecida pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, receberam kits familiares de apicultura e as primeiras lições de manejo apícola básico.

No estado, a produção de mel é atividade presente em diversas regiões, com crescimento nos últimos dez anos, quando saltou de 550 toneladas por ano   para cerca de 2,2 mil toneladas/ano, ocupando a 7ª posição no ranking nacional.

Para estruturar comunidades rurais de agricultura familiar, principalmente no semiárido, a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) investiu até 2016 recursos da ordem de R$ 13,5 milhões, beneficiando cerca de 1,6 mil famílias.

Oficinas

"A gente já cria abelhas, mas não tínhamos segurança na atividade. Eu mesma tinha medo", reconheceu a produtora Fabiana Souza, que participou das oficinas organizadas e ministradas por prepostos da Codevasf, com apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e o Sindicato de Trabalhadores Rurais (STR).

Ela enfatizou que depois do curso se sentiu encorajada. "Quero crescer na atividade, comprar mais equipamentos", afirmou Fabiana que, junto com o marido, pretende transformar a produção de mel na renda principal da família, até agora focada na pequena produção de feijão milho, mandioca e criação de pequenos animais.

"Aprendemos coisas que não sabíamos fazer. Eu já criava abelhas, agora vou produzir mel", destacou o produtor Valmir Ferreira, que também fez parte do treinamento da turma.

Outro participante, Anderson Rocha salientou que seu pai criava abelhas, mas que só depois de receber os kits de apicultura e dos cursos de capacitação "temos expectativa de ter retorno com a atividade".

O chefe substituto da Unidade de Desenvolvimento territorial da Codevasf em Juazeiro, zootecnista Everaldo Cavalcanti,  diz que também  a consciência ambiental é fortalecida através da tecnificação da atividade. Ele afirmou que os apicultores necessitam de áreas preservadas e de espécies vegetais que produzam flores.

Famílias

"Anteriormente, a produção de mel era feita de maneira rudimentar, através da queima do enxame e posterior retirada do produto. Dessa maneira, o enxame era destruído, causando um desequilíbrio ambiental e, consequentemente, afetando a cadeia produtiva", ressaltou.

As famílias de Garajau e Olho D'Água Beira Rio, estão entre as que ano passado receberam da Codevasf 629 kits familiares, contemplando além de Pilão Arcado, os municípios baianos  de Remanso e Campo Alegre de Lourdes.

As duas comunidades foram as últimas a receberem o treinamento com instruções que envolvem noções teóricas e práticas sobre a anatomia e biologia das abelhas, floradas apícolas, instalação de apiários, métodos de povoamento e de manejo das colmeias.

Os produtores prenderam ainda detalhes sobre o uso dos materiais, apetrechos e indumentária necessária, controle fitossanitário, a relação das abelhas com o meio ambiente.

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