ECONOMIA
Shopping ganha torre de R$ 232 milhões que deve levar 4 mil pessoas
Nova torre corporativa será construída ao lado do Iguatemi


A Iguatemi S.A. vai investir R$ 232,4 milhões na construção de uma torre corporativa ao lado do Iguatemi Campinas, em São Paulo. A estratégia é simples: colocar milhares de pessoas diariamente no entorno do shopping e, consequentemente, ampliar o fluxo de consumidores.
Desenvolvido em parceria com a Building Empreendimentos, o projeto foi batizado de Iguatemi Tower e tem previsão de conclusão até o fim de 2028.
Quando estiver totalmente ocupado, o edifício deverá movimentar entre 3,5 mil e 4 mil pessoas por dia, considerando funcionários das empresas instaladas e visitantes. A expectativa da Iguatemi é que parte desse público também utilize restaurantes, lojas, cinema e outros serviços do shopping.
Torre terá 16 pavimentos
O empreendimento contará com 16 pavimentos, sendo 15 destinados a escritórios e um andar reservado para um business center.
As lajes terão até 1.036 metros quadrados e poderão ser divididas para receber até quatro empresas no mesmo andar. Ao todo, serão 16,37 mil metros quadrados de área privativa.
O projeto também prevê mais de 550 vagas de estacionamento, bicicletário e 13 salas de reunião para locação. A torre buscará ainda a certificação ambiental LEED Gold.
A ideia da Iguatemi vai além de ampliar seu portfólio imobiliário. A empresa pretende aproveitar áreas próximas aos shoppings para reunir diferentes atividades em um mesmo espaço, como trabalho, consumo, lazer e, em alguns casos, moradia.
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Estratégia já deu resultado
A construção de escritórios próximos aos shoppings não é uma novidade para a Iguatemi. Em Campinas, a companhia e a Building já desenvolveram a Sky Galleria, torre corporativa ligada ao Galleria Shopping.
O edifício tem pouco mais de 14 mil metros quadrados e, atualmente, recebe cerca de 3 mil pessoas por dia. Seis meses antes da conclusão da obra, 80% dos espaços já tinham contratos de locação firmados.
Agora, com os primeiros contratos chegando ao fim, as empresas instaladas estão renovando ou ampliando suas áreas.
Para a Iguatemi, além da receita gerada pelos aluguéis, a presença diária de trabalhadores e visitantes representa uma nova possibilidade de consumo dentro dos próprios shoppings.
A companhia já conta com quatro torres corporativas concluídas no portfólio e mantém os empreendimentos como ativos patrimoniais, com foco na geração de renda por meio dos aluguéis.
Por que Campinas?
A escolha de Campinas para receber mais uma torre não aconteceu por acaso. O Iguatemi Campinas foi o segundo shopping da empresa e o primeiro empreendimento fora da capital paulista. Atualmente, também é o maior shopping da companhia em área bruta locável, com aproximadamente 73 mil metros quadrados.
Além do empreendimento, a Iguatemi também opera o Galleria Shopping na região e participa do desenvolvimento do Casa Figueira, bairro planejado localizado ao lado do shopping.
Segundo a empresa, fatores como população, renda, presença de companhias de tecnologia e proximidade com o aeroporto internacional tornam Campinas um mercado estratégico.
Outro ponto considerado é a oferta de escritórios de alto padrão. O mercado corporativo da cidade reúne cerca de 400 mil metros quadrados, mas boa parte dos imóveis está abaixo do padrão chamado Triple A.
Obras já começaram
As obras da Iguatemi Tower começaram em julho e estão atualmente na fase de fundações. Como o projeto será construído próximo a um shopping em funcionamento, a execução precisa ser organizada para evitar impactos na rotina dos consumidores.
Por isso, alguns serviços considerados mais barulhentos terão horários específicos. A cravação de estacas, por exemplo, será interrompida durante o horário de almoço.
A experiência adquirida com a construção da Sky Galleria também foi considerada pela Iguatemi e pela Building para a realização do novo projeto.
Iguatemi tem mais de 1 milhão de m² disponíveis
A Iguatemi ainda possui um grande estoque de terrenos que pode ser utilizado para novos projetos. No segundo trimestre de 2026, a companhia contabilizava aproximadamente 1,1 milhão de metros quadrados de banco de terrenos, com potencial para desenvolver cerca de 1,56 milhão de metros quadrados de área privativa imobiliária.
A empresa analisa cada região antes de definir qual será o uso dos espaços. Entre as possibilidades estão novos escritórios, residências e outros empreendimentos.
A companhia trabalha com um planejamento que pode se estender pelos próximos cinco ou dez anos, mas ainda não revela quais projetos poderão sair do papel depois da Iguatemi Tower.
Torre será ligada a novo bairro
No Iguatemi Campinas, a estratégia ainda envolve uma terceira frente: a conexão com o Casa Figueira, bairro planejado que está sendo desenvolvido em uma área vizinha ao shopping.
A Iguatemi atua como master developer do projeto em parceria com a Fundação FEAC. A proposta é reunir residências e outros empreendimentos em uma área integrada ao centro de compras.
A infraestrutura do bairro deve ser entregue até o fim de 2026. Com a transformação do entorno, uma nova rua permitirá a circulação entre o bairro, a torre corporativa e o shopping.
Um dos primeiros empreendimentos do Casa Figueira também tem participação da Building, que adquiriu um dos terrenos do projeto e já iniciou a construção do residencial Avenida 105.
Com a combinação de escritórios, moradias e comércio, a Iguatemi aposta em uma mudança no perfil do entorno. A ideia é que o shopping deixe de ser apenas um destino para compras e lazer e passe a fazer parte de uma região com milhares de pessoas trabalhando, morando e circulando diariamente.


