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Suzano implanta nova estratégia comercial

Publicado terça-feira, 02 de junho de 2015 às 13:39 h | Atualizado em 02/06/2015, 13:39 | Autor: Joyce de Souza
Unidade da Suzano em Mucuri
Unidade da Suzano em Mucuri -
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Após amargar queda de 12,9% nas vendas no primeiro trimestre, a Suzano Papel e Celulose anuncia uma reestruturação comercial, visando avançar mais no mercado das regiões Norte e Nordeste. A empresa destituiu a subsidiária SPP-KSR, que antes ficava responsável pela distribuição, e unificou a atividade às operações de venda, tendo agora uma sede comercial em Salvador, inaugurada ontem na Avenida Magalhães Neto.

De acordo com o diretor comercial, Leonardo Grimaldi, as exportações compensaram a retração do mercado brasileiro, fazendo com que a empresa registrasse desempenho um pouco melhor que a média do setor de papel e celulose, cuja retração foi de 13,5% no trimestre. Neste cenário, o Norte e Nordeste são vistos como alternativa para garantir melhor resultados no mercado interno.

Não que as duas regiões não tivessem acompanhado a queda nacional das vendas, mas a estratégia da empresa, conforme explicou Grimaldi, é tentar aproveitar o fato de ter a maior fábrica do grupo na Bahia (em Mucuri, no sul do estado) para reduzir custos operacionais e de produção nas duas regiões.

No final de 2013, a Suzano já havia investido R$ 3,5 bilhões em uma fábrica em Imperatriz, no Maranhão, completando seis unidades industriais no Brasil -  as demais ficam em São Paulo. "Seremos os únicos com fábrica e distribuição direta no Norte e Nordeste, já que os concorrentes estão centrados no eixo Sul e Sudeste ou em países europeus e asiáticos", afirmou Grimaldi. "Daí teremos ganho com a margem de lucro", explicou.

Somente para as duas regiões, a empresa contará, além da sede comercial na capital baiana, com quatro centros de distribuição locais (CDL) em Salvador (na  BR-324), Recife, Fortaleza e Belém. Mesmo sem divulgar os investimentos na nova estrutura comercial e de distribuição da empresa, Grimaldi não escondeu a meta da empresa com a nova atuação: atuar ofensivamente junto às três mil gráficas e 5.700 papelarias no Norte e Nordeste.

"Sem concorrentes e unificando nossos sistemas de informática, vamos atingir todo o mercado de forma única", disse. A nova estratégia comercial também está sendo adotada no restante do país, numa estrutura total composta de cinco escritórios regionais (Norte e Nordeste; Sudeste; Sul; São Paulo interior e Centro-Oeste; e, São Paulo), além de quatro CDs regionais e 16 locais.

Biotecnologia

Com a fábrica de Mucuri, a Suzano é a segunda maior empresa em atuação na Bahia, ficando atrás da Braskem, no Polo de Camaçari. É, entretanto, a maior exportadora do estado, embora 80% da produção seja destinada ao mercado interno. A fábrica baiana tem capacidade de produção de 250 mil toneladas de papel e 1,5 milhão de toneladas de celulose, extraídas das plantações de eucalipto na Bahia, Minas e Espírito Santo.

Atuando em 60 países, a Suzano, fundada há 90 anos, tem faturamento anual de R$ 8 bilhões. Para se diferenciar mais no mercado, a empresa investe em biotecnologia, com pesquisas na produção de eucalipto de crescimento ainda mais rápido: a média hoje, de sete anos, pode cair para cinco ou menos. O pinheiro, usado nos Estados Unidos e Europa, leva até 40 anos para chegar a maturidade.

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