IBGE
Veja os alimentos mais caros e baratos de Salvador em junho
A inflação da RMS ficou em 0,15% em junho


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho em Salvador ficou em 0,15%, puxado principalmente pela alta na gasolina, aluguel de carro e passagens aéreas.
Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira, 10.
Por outro lado e representando o maior peso na inflação para as famílias da Região Metropolitana de Salvador, alimentos e bebidas registraram sua primeira queda média de preços desde fevereiro, de 0,58%, apresentando o recuo mais profundo entre os grupos e exercendo a principal influência no sentido de segurar o IPCA de junho.
Alimentos mais barato em junho
- Cebola (-12,26%)
- Banana-prata (-10,08%)
- Maracujá (- 9,67%)
- Tomate (-8,69%)
- Melancia (-6,23%)
- Café moído (-4,80%)
- Maçã (4,57%)
- Feijão-Mulatinho (3,49%)
Alimentos mais caros em junho
- Feijão-carioca (6,70%)
- Cenoura (6,60%)
- Batata-inglesa (4,79%).
- Peixe-Salmão (4,27%)
- Manga (4,01%)
Ainda assim, 7 dos 10 produtos e serviços que mais aumentaram de preço em junho, na RMS, foram alimentos consumidos no próprio domicílio. Além disso, a alimentação fora teve alta (0,44%). No primeiro semestre de 2026, a alimentação acumula um aumento de 4,61%.
Transporte puxa alta na inflação
O aluguel de carros, a passagem aérea e a gasolina foram os itens vilões responsáveis por puxar a inflação do mês na região metropolitana. Ambas estão ligadas ao cenário de guerra no Oriente Médio que estabilizou o preço mundial do petróleo.
Neste mês, a gasolina registrou a terceira alta do grupo de transporte, com 1,96%, que exerceu a principal pressão individual de alta no custo de vida da RM Salvador, em junho; pelas passagens aéreas, o registro foi de 12,29%, segundo maior aumento entre todos os itens; e pelo aluguel de veículo foi 17,23%, o maior aumento.
Leia Também:
No primeiro semestre de 2026, os transportes teve a segunda maior alta acumulada de preços (4,79%), só abaixo de educação (5,68%), e o aumento mais significativo, para o período, em quatro anos, desde 2022 (quando foi a 10,44%).
Voar ficou mais caro
Com alta de 12,29% no IPCA de junho, o preço das viagens subiu em 11,2% em maio deste ano, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O aumento está ligado ao preço do querosene de aviação (QAV) que teve alta de 68,5% no período e elevou os preços.
Na Bahia, o preço do QAV em junho registrou uma queda de até 10,8% em comparação com o mês anterior, e coincide com as medidas do governo federal que tentaram frear o impacto da alta do preço do petróleo no setor.
No final de abril, o governo federal anunciou uma série de medidas emergenciais voltadas às companhias aéreas. Entre elas está uma linha de financiamento por meio do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac) destinada à compra de combustível.
Gasolina registra quedas
Já a gasolina registrou alta de 1,96%, de acordo com os dados do IBGE. Apesar do aumento no grupo de Transportes, a inflação do combustível representa uma queda de 25% em comparação ao registrado no mesmo período do ano passado, que foi de 2,64%.
Em junho deste ano, a Acelen, empresa detentora da Refinaria de Mataripe, anunciou uma queda de quase 3% do preço de venda da gasolina para as distribuidoras da Bahia. No início do mês, o preço da tonelada do combustível estava sendo comercializado a até R$ 3.971,6000 e no final do mesmo mês, a gasolina estava a R$ 3.854,5000.


