EDUCAÇÃO
Camaçari cresce no índice de alfabetização infantil
Município superou meta federal prevista para 2025

O Indicador de Criança Alfabetizada (ICA), que avalia o nível de alfabetização de estudantes do 2º ano do Ensino Fundamental, mostrou que a rede municipal de ensino de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, saltou de 36% em 2024 para 49% em 2025, superando a meta de 48% estabelecida pelo Ministério da Educação (MEC).
O indicador é calculado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao MEC, a partir das avaliações aplicadas pelos estados no âmbito do Compromisso Nacional da Criança Alfabetizada (CNCA).
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O prefeito Luiz Caetano (PT) destacou que o avanço reflete investimentos estruturais e pedagógicos.
“Mais uma conquista positiva para Camaçari, que evidencia todo o trabalho e dedicação que a Prefeitura tem tido com a educação do nosso município, melhorando as estruturas das escolas, a merenda escolar e entregando os novos uniformes, e kits escolares. Com esse resultado nós, mais uma vez, reafirmamos o compromisso com o futuro das nossas crianças e a valorização dos professores”, celebrou.
Para o secretário de Educação, Márcio Neves, o resultado também é fruto do esforço conjunto dos governos federal, estadual e municipal, além do apoio da sociedade civil.
“Nós precisamos fazer com que toda criança ao completar 7 anos, consiga ler, escrever, interpretar, e foi por isso que fizemos o clamor em 2025 a toda a sociedade: de que educar, alfabetizar uma criança é papel de toda sociedade e não apenas da Secretaria de Educação. E aí convocamos Ministério Público, Conselho Tutelar, instituições religiosas para que a gente pudesse alcançar índices que cada dia mais garantam o direito de aprender e o protagonismo dessas crianças”, afirmou.
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A aproximação entre escola e comunidade foi um dos pilares desse avanço. Segundo a diretora pedagógica da Seduc, Alexandra Pereira da Silva, campanhas de conscientização ajudaram a reduzir a evasão e fortalecer a permanência dos estudantes.
“Realizamos uma campanha de alfabetização que envolveu lideranças comunitárias e religiosas, chamando toda a sociedade para a responsabilidade de garantir a permanência das crianças na escola e reduzir a evasão. Foi um trabalho em unidade”, pontuou.
Outro fator decisivo foi o acompanhamento pedagógico contínuo nas escolas. Equipes técnicas atuaram diretamente nas salas de aula, apoiando professores do 2º ano e promovendo formações voltadas à melhoria das práticas de ensino.
“A equipe pedagógica atuou dentro das turmas, orientando os educadores e promovendo momentos de imersão para potencializar as estratégias de ensino e favorecer a aprendizagem de cada criança”, completou Alexandra.
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