EDUCAÇÃO
Escola de Morro do Chapéu cria horta para ensinar alimentação e sustentabilidade
Projeto busca estimular hábitos saudáveis e protagonismo infantil


Na Escola Municipal Vana Guiomar, em Morro do Chapéu, na região da Chapada Diamantina, crianças de 4 e 5 anos estão aprendendo sobre alimentação e sustentabilidade a partir de experiências práticas. O projeto “Crescer e Nutrir: Horta Escolar e Refeitório Autônomo na Educação Infantil” propõe aproximar os estudantes do cultivo de alimentos e, futuramente, permitir que eles também tenham mais autonomia durante as refeições.
Iniciada em julho de 2026, a iniciativa está em fase de implantação. Neste primeiro momento, as atividades estão concentradas na investigação sobre hortas, preparação do solo e conhecimento sobre os alimentos que podem ser cultivados. As crianças também visitam outros espaços com hortas para observar como são organizados e acompanham o desenvolvimento de verduras, hortaliças e raízes.
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Segundo a diretora da escola, Nayara Rocha Valois, e a coordenadora pedagógica, Darlete Rosalina de Jesus, o projeto começou com a escuta das próprias crianças sobre o que elas já sabem a respeito do cultivo. A escola trabalha na preparação do terreno e na aquisição de ferramentas adequadas para que as crianças possam participar das atividades com segurança.
Também está em andamento a estruturação do refeitório para o modelo de autosserviço, que permitirá aos estudantes escolher e servir a própria refeição.
Aprender antes de plantar
A preparação da hortaenvolve conhecimentos que vão além do cultivo. Com orientação de um agrônomo, os professores participaram de momentos formativos sobre análise e preparação do solo, escolha de sementes, espaçamento entre plantas, irrigação e aproveitamento de restos de alimentos para produção de adubo.
A proposta é que esses conhecimentos também possam chegar às famílias. Neste sábado, 15, está prevista uma oficina com o agrônomo, na própria escola, para orientar a construção de hortas domésticas utilizando espaços e materiais acessíveis.
Participação das famílias

A participação das famílias já começou desde a abertura do projeto. De acordo com a escola, os responsáveis têm relatado o entusiasmo das crianças, que levam para casa informações sobre as atividades e descobertas feitas durante as aulas.
A alimentação é outro eixo da iniciativa. A atuação de nutricionistas envolve orientações sobre aproveitamento dos alimentos, adaptação de receitas para torná-las mais atrativas às crianças e cuidados com manipulação e armazenamento.
A proposta busca transformar a relação das crianças com o ato de comer. A implantação do refeitório autônomo pretende estimular escolhas, responsabilidade e independência durante as refeições.
Para a equipe pedagógica, a experiência também pode fortalecer a cooperação e a consciência ambiental, ao colocar os estudantes diretamente envolvidos no cuidado com o espaço e com o alimento que chega à mesa.
“Esse projeto coloca as crianças como protagonistas do processo de ensino-aprendizagem, contribui na nutrição das crianças, possibilita a produção do próprio alimento, a autonomia em se servir e também as torna mais conscientes em relação ao cuidado com o meio ambiente”, avaliaram as gestoras.


