EDUCAÇÃO
Projeto reúne educadores de Catu para discutir alfabetização
Encontro reuniu professores, coordenadores pedagógicos e educadores da EJA


Professores dos anos iniciais do ensino fundamental, coordenadores pedagógicos e educadores da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da rede municipal de Catu, na Região Metropolitana de Salvador, participaram, nesta segunda-feira, 6, de mais uma etapa do projeto Páginas de Aprendizado, iniciativa promovida pela Secretaria da Educação da Bahia (SEC), em parceria com o Programa A TARDE Educação, do Grupo A TARDE.
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A atividade foi conduzida pela equipe do A TARDE Educação, representada pela coordenadora pedagógica Márcia Firmino e pela mestra em Educação e pedagoga Fernanda Souza.
Segundo a coordenadora pedagógica Lucineide Nova Cabeceira, investir na formação continuada dos educadores representa um ganho direto para a aprendizagem dos estudantes.
"Toda formação é muito importante para o educador, porque ele vai se reciclando, trazendo novas ideias para a sala de aula. Isso permite proporcionar novas experiências educacionais aos alunos, utilizando o jornal como um recurso próximo da realidade deles. Quando o município investe nessas parcerias, quem ganha é a aprendizagem dos estudantes", afirmou.

A coordenadora da EJA e articuladora do Programa Nacional Criança Alfabetizada, Lucidalva Álvaro dos Santos, destacou o impacto afetivo e pedagógico da temática trabalhada durante a formação. Ela relembrou a infância, quando teve contato com jornais por meio de empréstimos de vizinhos, e contou que as tirinhas despertaram seu interesse pela leitura.
"As tirinhas me remetem à minha infância. Mesmo sem condições de comprar jornal, eu lia as tirinhas emprestadas e fui descobrindo, sozinha, as características desse gênero textual. Hoje compreendo o quanto isso contribuiu para minha formação leitora", relatou.
Para Lucidalva, a formação dialoga com as ações de alfabetização desenvolvidas no município. "Dentro do jornal encontramos diversos gêneros textuais que contribuem para a alfabetização e para o letramento. Nosso desejo é que as crianças estejam alfabetizadas e letradas até o final do segundo ano e que esse gosto pela leitura permaneça ao longo da vida", destacou.


