"MELHOR ESTRATÉGIA"
Cajado defende decisão da federação de não apoiar Flávio Bolsonaro
Deputado avaliou que a escolha pela neutralidade foi o melhor a ser feito


O deputado federal Cláudio Cajado (PP) defendeu a decisão tomada pela federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, de não apoiar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República nas eleições deste ano.
Em conversa com a imprensa nesta quarta-feira, 22, durante a convenção que oficializou a candidatura de ACM Neto ao Governo da Bahia, o parlamentar avaliou que a escolha pela neutralidade foi o melhor a ser feito tendo em vista o objetivo dos partidos em fortalecer a bancada no Congresso Nacional.
“Nós temos uma estratégia que é fortalecermos as candidaturas de deputados e deputadas federais nos estados. O que significa que estando o partido e a federação livres para poder coligar ou apoiar quem melhor convier para a eleição dos deputados federais, nós pensamos que seja a melhor estratégia para termos uma bancada da União Progressista robusta. Nossos cálculos podem chegar a 120 parlamentares entre membros da União Brasil e Progressista. Obviamente, esse é o número que nós estamos trabalhando, mas pode chegar a 105, a 110, não menos do que isso”, projetou o deputado.
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Presidência da Câmara
Na ocasião, quando questionado também sobre a eleição para a presidência da Câmara dos Deputados, Claudio Cajado desconversou e afirmou que este é um assunto que só será debatido depois do resultado das urnas em outubro, mas admitiu que o apoio a uma eventual reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) não está garantido.
“Ele pode se manifestar se desejar ser reeleito. Como é um novo mandado, uma nova legislatura, ele tem condições de pleitear, e obviamente que ele sai já na frente. Ele não se manifestou, nós não sabemos se será. Se ele apresentar a candidatura, obviamente que nós do União Progressista iremos analisar. Ele não é do nosso partido, é do Republicanos, mas é um quadro valoroso, que tem muita relação com todos nós, individualmente e em termos partidários também”, avaliou.


