ANTES DO VOTO
Entenda como as urnas eletrônicas são preparadas e lacradas na Bahia
TRE-BA iniciou a preparação dos 5.141 equipamentos que serão usados em Salvador



A 12 dias do primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, marcado para 4 de outubro, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) iniciou uma das etapas finais de preparação das urnas eletrônicas antes do pleito: o processo de carga e lacração dos 5.141 equipamentos que serão utilizados nas seções eleitorais de Salvador.
O procedimento começou nesta terça-feira, 22, no Centro de Apoio Técnico (CAT) do TRE-BA, no Porto Seco Pirajá, e seguirá até 29 de setembro.
É nesta etapa que as urnas recebem, por meio de mídias preparadas pela Justiça Eleitoral, os sistemas e os dados necessários para a votação, como as informações dos candidatos aptos a disputar a eleição.
Quem explicou o funcionamento do procedimento ao A TARDE foi o presidente do TRE-BA, desembargador Maurício Kertzman Szporer, durante a Cerimônia de Carga e Lacração das urnas eletrônicas.
O TRE julgou mais de 1,2 mil processos para definir quem pode ser candidato e quem não pode. Agora, as urnas serão abertas para inserir o software com as informações necessárias de todos os candidatos aptos e também os softwares que possibilitam a realização das eleições Maurício Kertzman - Presidente do TRE-BA

O desembargador disse ainda que, embora o Porto Seco Pirajá realize o processo de carga e lacração especificamente das 5.141 urnas de Salvador, a Bahia contará com 39.744 equipamentos para as eleições deste ano.

As urnas destinadas ao interior são enviadas previamente para os municípios, onde passam pelo mesmo processo de carga e lacração diretamente em suas respectivas zonas eleitorais, seguindo os cronogramas locais.
Como as urnas eletrônicas são lacradas e conferidas
Após receber os dados, as urnas são conferidas e têm o pleno funcionamento atestado. Em seguida, os equipamentos recebem lacres de segurança assinados pelo juiz eleitoral.

O processo de auditoria das eleições, ainda segundo o desembargador Maurício Kertzman, passa por uma etapa antes da votação com a impressão da zerésima.
Trata-se de um documento emitido pelo presidente da mesa receptora para comprovar que a urna está devidamente ligada e que não há nenhum voto registrado.
Ao final da votação, os fiscais ainda podem acompanhar a emissão do boletim de urna, relatório que registra os votos contabilizados naquele equipamento.
“Quando a urna é fechada, pode ser impresso o boletim da urna. Todos os fiscais daquela seção eleitoral podem acompanhar, na hora, o resultado final daquela urna. Tudo isso faz parte do processo de auditabilidade das eleições, é tudo acompanhado”, reforçou o desembargador.
Como os votos chegam ao TSE
Também em entrevista ao portal A TARDE, o secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação (CIO) do TRE-BA, André Cavalcante, explicou o que acontece depois que a votação termina e o boletim de urna é impresso.
Segundo ele, após o encerramento da votação, os dados registrados em cada urna precisam ser encaminhados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde os resultados de todas as seções eleitorais são reunidos para a totalização dos votos.
“As urnas gravam o resultado da seção em que foram utilizadas em uma mídia especial de resultados, que será inserida hoje. Ao fim da votação, o mesário retira essa mídia da urna lacrada. Os dados são enviados ao TSE, onde é feita a soma dos votos registrados individualmente em cada urna”, disse.
Confira um trecho da entrevista:
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Transparência do processo eleitoral
Vale ressaltar que a carga, a conferência por amostragem e a lacração das urnas são procedimentos públicos, que podem ser acompanhados e fiscalizados pelas entidades legitimadas pela Legislação Eleitoral.
Além disso, ao final, o resultado de cada urna é disponibilizado no site oficial do TSE, permitindo a transparência e a conferência dos resultados pelos eleitores.


