ELEIÇÕES 2026
Flávio Bolsonaro declara apoio a Eduardo Cunha, preso por corrupção
Postulante à Casa Baixa teve mandato cassado em 2016 e foi condenado na "Lava Jato"



O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), declarou apoio ao candidato à Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (Republicanos-MG), nas eleições de outubro deste ano — veja vídeo abaixo.
Eduardo Cunha já foi membro da Casa Baixa e ocupou a Presidência da Câmara entre 2015 e 2016. Ele foi considerado um dos principais responsáveis pelo andamento do pedido de impeachment da então presidente Dilma Rousseff, afastada definitivamente do cargo em agosto de 2016.
Agora, à plataforma DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele declarou ter um patrimônio superior a R$ 14 milhões. A maior parte desse valor — pouco mais de R$ 12 milhões — consta em um depósito em conta judicial da Caixa Econômica Federal.
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Na publicação, feita na quarta-feira, 26, o liberal relembrou justamente a atuação de Cunha para viabilizar a saída de Dilma do posto.
"Foi aquele que abriu os olhos da população brasileira e derrubou a Dilma, talvez a pior presidente que esse país tenha tido na sua história e que, graças a Deus, o Brasil reagiu a tempo", afirmou Flávio.

Eduardo Cunha declarou ter "outro propósito"
Na sequência, Cunha disse que agora segue em outro propósito depois de "enfrentar o PT" e declarou apoio a Flávio — a postura dele diverge da adotada pela cúpula do partido, que decidiu pela neutralidade no 1º turno da eleição presidencial.
Na legenda da publicação, Eduardo Cunha, além de receber "com gratidão" o apoio de Flávio, afirmou ter orgulho "das posições que assumi quando estive à frente da Câmara". "[...] Coragem necessária para conduzir momentos que entraram para a história do Brasil", escreveu.
Quem é Eduardo Cunha?
Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, tenta retornar ao Congresso Nacional nas eleições de 2026. O economista e radialista, conhecido por ter sido o principal articulador do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff em 2016, transferiu seu domicílio eleitoral para concorrer a uma vaga de deputado federal por Minas Gerais pelo partido Republicanos.
A mudança de estado visa evitar uma disputa direta por votos no Rio de Janeiro com sua filha, a deputada federal Dani Cunha. A tentativa de reabilitação política ocorre após um longo período de derrocada que se seguiu ao auge do seu poder no comando do Legislativo.
Após ditar o ritmo da política nacional entre 2015 e 2016, Cunha teve o mandato cassado por quebra de decoro parlamentar após mentir na CPI da Petrobras sobre a existência de contas secretas mantidas por ele na Suíça.


