POLÍTICA
Lídice da Mata avança em disputa para suplência de Jaques Wagner
Portal A TARDE apurou que "duelo" mais forte está entre deputada e ex-vereador Edivaldo Brito


O desfecho sobre quem será o primeiro suplente do senador Jaques Wagner (PT-BA), nas eleições de outubro deste ano, parece estar mais próximo e com dois personagens à frente em relação aos demais postulantes: a deputada Lídice da Mata (PSB-BA) e o ex-vereador Edivaldo Brito (PSD).
Conforme apuração do portal A TARDE, o cenário parece estar mais favorável a socialista — interlocutores ouvidos pela reportagem apontam que chances dela de ocupar o posto são superiores a 90%, ainda que Edivaldo Brito conte com possibilidades.
A expectativa é a de que o próprio Jaques Wagner faça o anúncio em breve, embora a própria Lídice não aborde o assunto de forma explícita.
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“Eu tenho conversado com o Wagner, obviamente que é um convite que muito me honra. Eu sou uma política que tem uma história vinculada a uma constituição partidária e é uma organização do campo político em que atua. Portanto, o governador Jacques Wagner é um senador que dá orgulho à Bahia, à sua atuação em defesa do Estado, em defesa das teses democráticas, e eu não posso deixar de analisá-la", afirmou Lídice.
"Eu tenho feito consultas ao partido, às pessoas que me apoiam, até mesmo a alguns deputados mais próximos e vá tomar a decisão dependendo do que resulte nesse processo. Eu sei que outros partidos estão pleiteando. Não foi necessariamente um pleito do PSB, eu fui convidada e levo isso em conta, sim. Até porque eu sei a importância do Senado para a Bahia. E não pretendo tremer minha mão na hora de votar as coisas importantes para a Bahia", completou a deputada federal.
Lídice no Senado
Lídice foi eleita para o Senado em 2010 após receber 3.384.918 votos, ficando no parlamento entre 2011 e 2019.
Em 2018, após ajustes na base governista, ela acabou disputando as eleições à Câmara dos Deputados, sendo eleita mais uma vez à Casa Baixa, em 2022.
Quem são os outros postulantes?
Além de Lídice e Edivaldo Brito, também foram indicados ao posto o ex-prefeito de Belo Campo e ex-presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Quinho, do PSD, e a vereadora de Salvador, Aladilce, do PCdoB.
Ouvido no final de maio pelo portal A TARDE, o pessedista demonstrou confiança de que seria o indicado à primeira suplência de Jaques Wagner. No entanto, ao que tudo indica, as conversas neste sentido teriam esfriado, já que Edivaldo Brito teria um maior apoio dentro do partido em relação a Quinho.
Também no final de maio, os comunistas lançaram Aladilce ao posto. "É nome de prestígio, respeito e com forte atuação na capital", defendeu o PCdoB, na ocasião.
"O PCdoB considera ter legitimidade para ocupar este espaço: temos história e força política que justificam o pleito, além do fato de estarmos no momento ocupando uma das suplências da chapa de senadores eleita há oito anos. Não podemos abrir mão da presença de uma mulher na chapa majoritária, e deve ser uma mulher com perfil de militante qualificada, como a combativa vereadora Aladilce", completou a legenda.


