BASTIDORES DA CHAPA
Senado: entenda o cenário que aproxima Lídice da suplência de Wagner
Deputada federal estaria 60% inclinada a abrir mão de tentar reeleição


Com o calendário eleitoral avançando, aumentam os rumores sobre as escolhas que os candidatos ao Senado na Bahia farão para as vagas de suplente que precisam ser registradas na Justiça Eleitoral no momento da candidatura.
Na base governista, um nome desponta com força para ocupar a primeira suplência do senador Jaques Wagner (PT), candidato à reeleição na chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT) — a deputada federal e presidente do PSB na Bahia, Lídice da Mata.
Conforme apuração do portal A TARDE, a parlamentar tem cerca de 60% de chance de aceitar o convite do petista para a posição.
No entanto, até amadurecer completamente a ideia, deve manter publicamente a postura de negar qualquer possibilidade de abrir mão da tentativa de reeleição à Câmara dos Deputados.
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Nas articulações da base governista, pesa o fato de Lídice ser vista como um nome de confiança do grupo e de fácil diálogo político.
A avaliação é de que, caso Wagner e Lula (PT) sejam reeleitos, a deputada poderia assumir o mandato no Senado em uma eventual licença do senador para ocupar um cargo no governo federal.
Além disso, se aceitar o convite, o PSB manteria o mesmo espaço político, já que o atual primeiro suplente de Wagner é o ex-vice-prefeito de Ilhéus, Bebeto Galvão, que já foi filiado ao partido e migrou para o PSD na janela partidária deste ano.
Reeleição ameaçada
Desde as articulações da janela partidária, já circulava nos bastidores a avaliação de que Lídice demonstrava preocupação com o aumento da concorrência dentro do PSB na disputa por vagas na Câmara dos Deputados.
Isso porque o partido na Bahia passou a contar com nomes considerados competitivos, como o deputado federal Mário Negromonte Júnior e o deputado estadual Vitor Bonfim, que disputarão mandato de deputado federal nas eleições de outubro.
No fim do ano passado, a própria Lídice já havia afirmado à imprensa que seria necessário “fazer contas” antes da definição da chapa proporcional.
O outro lado
Outras fontes ouvidas pelo portal A TARDE também avaliam que o convite feito a Lídice para a suplência pode ajudar a facilitar o cenário eleitoral para Vitor Bonfim, considerado nos bastidores um nome próximo ao PT.
Além dele, outro possível beneficiado seria o chefe de gabinete de Jaques Wagner e pré-candidato a deputado federal, Lucas Reis (PT).
Entenda como funciona a suplência
No Brasil, o candidato ao Senado escolhe diretamente os suplentes que irão compor a chapa na eleição. Atualmente, cada candidato precisa registrar dois suplentes junto à Justiça Eleitoral no momento da candidatura.
Na prática, funciona da seguinte forma:
- O eleitor vota apenas no candidato titular ao Senado;
- Os dois suplentes não recebem votos separados;
- Se o senador eleito deixar o cargo por renúncia, morte, cassação, licença para assumir outro cargo ou eleição para outra vaga, o suplente assume automaticamente.
Nesse caso, o primeiro suplente assume primeiro. Se ele não puder ou não quiser assumir, a vaga passa para o segundo suplente.


